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Preço do leite ao produtor deve subir com início da entressafra, aponta Embrapa

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A Embrapa Gado de Leite destacou que o mercado sinaliza para um aumento no preço do leite ao produtor neste início de entressafra. A tendência ocorre em meio à recuperação dos preços internacionais e à redução dos custos dos grãos nos meses de safra de inverno.

Em 2023, os preços globais do leite permaneceram relativamente baixos, o que levou à estagnação ou queda na produção em países tradicionalmente relevantes para o setor, como União Europeia, América do Sul e Oceania. O crescimento global foi modesto, com alta de pouco mais de 2% em relação a 2022, totalizando 956 milhões de toneladas de leite de vaca e búfala. A Índia foi a principal responsável pelo aumento da produção, adicionando 13 milhões de toneladas, o que representou 60% do incremento mundial.

Já em 2024, os preços internacionais começaram a se recuperar, mas o crescimento da produção mundial deve se manter abaixo dos 2%, conforme projeção do IFCN. No Brasil, os preços pagos ao produtor geraram um cenário positivo, garantindo boa rentabilidade no início de 2025. Entretanto, nos últimos 30 meses, os preços internos se mantiveram, em média, 9% menores em 2022, 27% em 2023 e 18% em 2024 na comparação com os valores internacionais. No mesmo período, o volume de importação de lácteos pelo Brasil aumentou, alcançando mais de 6% do consumo aparente estimado.

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A desvalorização do Real impacta diretamente o setor, elevando os custos de importação de produtos lácteos e insumos. Embora o câmbio desfavorável possa desestimular importações e impulsionar exportações, o encarecimento de insumos como milho e farelo de soja pressiona a margem dos produtores. O indicador de preço real da mistura de 70% de milho e 30% de farelo de soja tem se mantido estável nos últimos 20 meses, girando em torno de R$ 1,40/kg desde abril de 2023. Além disso, o custo de produção do leite aumentou menos do que o preço pago ao produtor.

Em 2023, os preços dos lácteos subiram menos que a inflação, mas contribuíram para a aceleração do índice em 2024, com uma alta de 10,4%, contra uma inflação geral de 4,8%.

No último trimestre de 2024, a captação de leite cresceu 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, trazendo expectativas mais positivas para o primeiro semestre de 2025. Além disso, o indicador de preços mundial convergiu para o mesmo valor do preço líquido ao produtor brasileiro, fixando-se em R$ 2,54 por litro, reduzindo os incentivos à importação. Com a demanda ainda firme e os custos dos grãos mais baixos, a tendência para 2025 é favorável. No entanto, o cenário ainda depende do ambiente macroeconômico, que pode sofrer instabilidades e levar a uma desaceleração da demanda no segundo semestre, pressionando os preços.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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