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Preço do leite ao produtor cai 22% no Paraná e segue em trajetória de queda em 2026

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Setor leiteiro mantém tendência de queda em 2026 no Paraná

O mercado do leite no Paraná continua enfrentando desvalorização no início de 2026. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (29 de janeiro) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o comportamento dos preços neste ano repete o observado ao longo de 2025 — um cenário de quedas graduais e persistentes.

O relatório destaca que a combinação entre oferta elevada e custos altos de produção tem pressionado os valores pagos ao produtor e influenciado diretamente o mercado consumidor.

Produtor recebe 22,1% menos pelo litro do leite

No campo, o preço médio pago ao produtor pelo leite entregue nas indústrias deve encerrar o período em R$ 2,15 por litro, o que representa uma queda de 22,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando a média era de R$ 2,76 por litro.

Essa redução reflete o aumento da disponibilidade de leite cru e a dificuldade do setor em repassar custos para o consumidor final, em um ambiente de demanda moderada e margens reduzidas.

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Leite UHT também registra retração no varejo

O movimento de queda também é observado no varejo paranaense. Em janeiro de 2026, o leite UHT (longa vida) foi comercializado, em média, a R$ 3,75 por litro, o que representa recuo de 3,1% frente ao mês anterior, quando o produto custava R$ 3,87.

Na comparação com janeiro de 2025, a redução é ainda mais expressiva: 23,2%. Naquele período, o litro do leite longa vida era vendido a R$ 4,88 nos supermercados do estado.

Importações de leite em pó aumentam e pressionam preços internos

Outro fator que contribui para o cenário de desvalorização é o crescimento das importações de leite em pó. Segundo o Deral, o volume importado subiu de 125 toneladas em novembro de 2025 para 150 toneladas em dezembro, o que representa um aumento de 20%.

O avanço das compras externas amplia a oferta no mercado interno, dificultando uma recuperação nos preços pagos aos produtores locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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