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Preço do Diesel Fecha Outubro em Alta e Chega a R$ 6,11, Aponta Edenred Ticket Log

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O preço médio do diesel encerrou o mês de outubro em alta no Brasil, com o diesel comum chegando a R$ 6,11 e o S-10 a R$ 6,18, conforme o Índice de Preços da Edenred Ticket Log (IPTL). O levantamento, que consolida dados de transações em postos de combustível credenciados em todo o país, apontou que ambos os tipos de diesel registraram aumento de 0,16% em relação a setembro.

“Apesar da leve elevação em outubro, o preço médio dos dois tipos de diesel mantém-se estável desde agosto”, afirma Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil. O executivo destaca que, enquanto a maioria das regiões apresentou aumentos, a região Sul registrou uma ligeira queda de 0,17% no diesel comum, que foi comercializado a R$ 5,98, valor idêntico ao mês anterior para o diesel S-10.

A análise regional também identificou estabilidade no Centro-Oeste, onde o diesel S-10 foi negociado a R$ 6,26. Em outras regiões, os preços médios apresentaram alta: no Norte, o diesel comum teve o maior aumento, de 1,20%, e foi comercializado a R$ 6,75, enquanto o diesel S-10 chegou a R$ 6,60, após alta de 0,15%. No Sudeste e Nordeste, o diesel S-10 subiu 0,16%, atingindo valores médios de R$ 6,12 e R$ 6,21, respectivamente.

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Entre os estados, o Acre registrou o maior preço médio do diesel comum, com o combustível a R$ 7,41, após aumento de 1,09%. Santa Catarina apresentou o preço mais baixo para o diesel comum, a R$ 5,88, com uma redução de 0,84%. O maior aumento foi registrado no Amazonas, onde o diesel comum subiu 5,21%, atingindo R$ 6,67, enquanto Sergipe teve a maior queda, de 2,47%, com o preço a R$ 6,33.

Para o diesel S-10, o Amapá apresentou o maior preço médio, de R$ 7,46, mesmo com uma redução de 0,40%. No Paraná, o diesel S-10 foi encontrado pelo menor valor, a R$ 5,96, após um leve aumento de 0,17%. Rondônia registrou o maior aumento, com elevação de 1,04% no diesel S-10, que passou a custar R$ 6,81.

O IPTL é baseado em dados de abastecimento de mais de um milhão de veículos nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log. Utilizando uma estrutura robusta de ciência de dados, o índice oferece uma média precisa dos preços, refletindo o comportamento real de mercado. A Edenred Ticket Log, com mais de 30 anos de experiência no setor de mobilidade, oferece soluções inovadoras para simplificar a gestão de frotas e apoiar os clientes em suas necessidades diárias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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