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Preço de referência do leite cai 0,28% em dezembro no RS, mas setor projeta recuperação em 2026

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Leite no RS fecha 2025 com leve queda e perspectiva de recuperação

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite) divulgou o valor de referência projetado para o leite em dezembro de 2025, fixado em R$ 2,0180 por litro. O número representa queda de 0,28% em relação à projeção de novembro, que havia sido de R$ 2,0237.

Apesar da redução, o resultado sugere desaceleração na tendência de baixa observada ao longo dos últimos meses, indicando um possível cenário de recuperação nos preços a partir do primeiro trimestre de 2026.

Os dados foram apresentados na última reunião do ano do colegiado, realizada em formato virtual.

Consolidação de novembro mostra queda de 6,38%

O Conseleite também divulgou o valor consolidado de novembro de 2025, que ficou em R$ 2,0601, representando uma queda de 6,38% em relação a outubro, quando o preço havia sido de R$ 2,2006.

O cálculo é feito mensalmente pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações fornecidas pelas indústrias e considerando a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês. A metodologia utiliza parâmetros técnicos definidos pela Câmara Técnica do Conseleite, atualizados em 2023.

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Setor busca equilíbrio e sustentabilidade da cadeia leiteira

De acordo com Darlan Palharini, coordenador do Conseleite, o órgão mantém o monitoramento constante do mercado e promove o diálogo entre produtores e indústrias.

“Buscamos sempre fornecer informações que contribuam para o equilíbrio e a sustentabilidade da atividade leiteira no Rio Grande do Sul. Esperamos um 2026 de crescimento para os produtores e toda a indústria do leite”, afirmou Palharini.

Conseleite define nova coordenação para 2026

Durante a reunião, o Conseleite também definiu sua nova diretoria para o ano de 2026. Seguindo o sistema de rotação anual entre representantes da indústria e dos produtores, o comando passa do setor industrial — que coordenou o colegiado em 2025 — para o setor produtivo.

O novo coordenador será Kaliton Prestes, secretário-executivo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), que assume o cargo com a missão de fortalecer a representatividade dos produtores e contribuir para a valorização do leite gaúcho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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