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Prazo para Declaração do ITR Termina em 30 de Setembro

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Os produtores rurais têm até o dia 30 de setembro para realizar a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), um procedimento obrigatório para pessoas físicas ou jurídicas que sejam proprietárias, titulares de domínio útil ou possuidores de imóveis rurais, exceto nos casos de imunidade ou isenção. A declaração deve ser feita por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR 2024, disponível no site da Receita Federal.

Roberto Bastos Ghigino, advogado da HBS Advogados, destaca a necessidade de uma abordagem cuidadosa na declaração, para evitar penalidades e aproveitar possíveis isenções. “É fundamental que os produtores estejam atentos ao valor da terra nua, que tem sido elevado indevidamente por alguns municípios, em desacordo com a Lei n.º 9.393/96”, explica Ghigino. Ele também ressalta a importância de declarar corretamente as áreas não tributáveis, que agora podem ser apuradas utilizando o Cadastro Ambiental Rural (CAR), conforme a recente Lei Federal n.º 14.932/2024, eliminando a obrigatoriedade do Ato Declaratório Ambiental (ADA). “Essa mudança facilita uma declaração mais justa e simplificada para os produtores”, enfatiza o advogado.

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Além disso, Ghigino salienta a importância de contar com um laudo técnico elaborado por um profissional habilitado, que assegure que o valor declarado da terra nua reflita a realidade do imóvel rural, excluindo os valores de mercado de construções e outras melhorias, conforme estabelece a Instrução Normativa da Receita Federal n.º 1.877/2019. “É crucial que o valor da terra nua seja dissociado de outros valores que compõem o imóvel rural. Muitas prefeituras não aplicam esse princípio corretamente, o que pode resultar em uma tributação excessiva e injusta”, alerta Ghigino. Ele recomenda que os produtores busquem orientação especializada para garantir o cumprimento da legislação e evitar problemas futuros.

Com o prazo final se aproximando, Ghigino reforça a importância de que todos os produtores revisem suas declarações com atenção, considerando as novas disposições legais e utilizando essa oportunidade para alinhar a gestão tributária com práticas sustentáveis e eficientes no manejo de suas propriedades. “Um planejamento cuidadoso e atenção aos detalhes podem fazer uma grande diferença no resultado final da declaração do ITR”, conclui o advogado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor

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O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.

O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.

A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.

O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.

Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.

A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.

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Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.

Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.

Fonte: Pensar Agro

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