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Trimestrais da Pecuária: Crescimento no Abate de Bovinos, Suínos e Frangos no 3º Trimestre de 2024

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Os dados preliminares sobre a produção animal no Brasil no terceiro trimestre de 2024 mostram um crescimento significativo no abate de bovinos, suínos e frangos, em comparação tanto ao mesmo período de 2023 quanto ao trimestre anterior.

Abate de Bovinos: Alta de 14,8% em Relação ao 3º Trimestre de 2023

No 3º trimestre de 2024, foram abatidas 10,33 milhões de cabeças de bovinos, o que representa um aumento de 14,8% em relação ao mesmo período de 2023. Comparado ao 2º trimestre de 2024, o crescimento foi de 3,7%. A produção de carcaças bovinas também registrou incremento, somando 2,74 milhões de toneladas, o que equivale a um aumento de 14,3% em relação ao 3º trimestre de 2023 e 6,3% em comparação ao trimestre anterior.

Suínos: Crescimento de 1,9% no Abate em Relação a 2023

O abate de suínos alcançou 14,92 milhões de cabeças no 3º trimestre de 2024, representando uma elevação de 1,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Frente ao 2º trimestre de 2024, o crescimento foi de 2,4%. O peso acumulado das carcaças foi de 1,4 milhão de toneladas, com aumento de 1,7% em relação ao 3º trimestre de 2023 e 4,1% em comparação com o trimestre anterior.

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Frangos: Produção Aumenta 2,7% em Relação a 2023

O abate de frangos no 3º trimestre de 2024 totalizou 1,62 bilhão de cabeças, registrando um aumento de 2,7% em comparação ao mesmo período de 2023. Em relação ao 2º trimestre de 2024, a alta foi de 0,9%. O peso acumulado das carcaças atingiu 3,47 milhões de toneladas, com acréscimos de 4,7% em relação ao ano passado e 1,1% em comparação ao trimestre anterior.

Leite: Aumento de 7,7% no Volume Adquirido em Relação ao Trimestre Anterior

No 3º trimestre de 2024, a aquisição de leite cru atingiu 6,28 bilhões de litros, registrando uma queda de 0,6% em comparação ao mesmo período de 2023, mas com um crescimento de 7,7% em relação ao 2º trimestre de 2024.

Couro: Aumento de 15,1% na Aquisição de Peças de Couro Cru

Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro no 3º trimestre de 2024 adquiriram 10,34 milhões de peças inteiras de couro cru, o que representa um aumento de 15,1% em comparação ao mesmo trimestre de 2023 e uma elevação de 2,6% em relação ao 2º trimestre de 2024.

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Ovos: Produção de 1,18 Bilhão de Dúzias no 3º Trimestre

A produção de ovos de galinha no 3º trimestre de 2024 foi de 1,18 bilhão de dúzias, um aumento de 9,0% em relação ao 3º trimestre de 2023 e um crescimento de 2,0% em comparação ao 2º trimestre de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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