AGRONEGÓCIO

Pós-desmame dos leitões: fase desafiadora que oferece importantes oportunidades para o sucesso na produção suína

Publicado em

O período pós-desmame é reconhecido como uma das etapas mais críticas na criação de suínos. Nessa fase, os leitões passam por mudanças significativas, como a separação da matriz, adaptação a uma nova dieta, mudança de ambiente e convivência com novos companheiros na baia — fatores que impactam diretamente seu comportamento e desempenho.

Adaptação alimentar: desafio e oportunidade

Segundo a médica-veterinária Fernanda Laskoski, da Auster Nutrição Animal, um dos principais desafios está na adaptação rápida dos leitões aos comedouros e bebedouros. A dificuldade nesse processo pode reduzir o consumo inicial, afetando o desenvolvimento gastrointestinal, a imunidade e o crescimento dos animais.

Variabilidade no consumo e desempenho

A variação de peso entre os leitões e os diferentes manejos durante a lactação aumentam a disparidade no consumo após o desmame. Leitões que não consomem ração voluntariamente nas primeiras horas apresentam maior risco de desempenho inferior e remoção precoce por subdesenvolvimento, independentemente do peso no desmame.

Estratégias práticas para melhorar o consumo

Estudos indicam que oferecer pequenas porções de ração próximas ao comedouro nos primeiros dias pode reduzir em até 4% a taxa de retirada dos leitões na creche. Além disso, ampliar o espaço dos comedouros acelera o início do consumo pós-desmame em até 8 horas, promovendo melhores resultados.

Leia Também:  Feicorte 2024 destaca o potencial da raça Santa Gertrudis no cruzamento industrial
Manejo do ambiente: além da temperatura

Fernanda ressalta que o manejo ambiental vai além da temperatura, englobando também umidade, qualidade do ar e densidade de alojamento. Ambientes com baixa qualidade do ar podem reduzir o ganho de peso diário dos leitões em até 11% e piorar a conversão alimentar em 3%, comprometendo o bem-estar e o desempenho.

Três pilares para o sucesso pós-desmame

De acordo com a especialista, o sucesso nessa etapa depende da combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e equilíbrio sanitário. “O básico bem feito ainda é o maior diferencial nas granjas. O pós-desmame pode ser um desafio, mas com atenção constante, monitoramento e práticas eficazes, é possível transformar essa fase crítica em uma oportunidade para garantir saúde, desempenho e bem-estar dos leitões”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

Published

on

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

Leia Também:  Entrega de documentos dos sorteados da Casa Cuiabana encerra hoje com atendimento até 17h30
China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
Leia Também:  Produtores Rurais Devem se Preparar para os Impactos do La Niña nas Lavouras Brasileiras

A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA