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Porto de Santos Enfrenta Desafios Significativos e Perdas Bilionárias no Comércio Exterior

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O Porto de Santos, o maior da América Latina e responsável por cerca de 40% do comércio exterior do Brasil, enfrenta sérios problemas que estão causando prejuízos significativos. Segundo o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o porto está esgotado e incapaz de acomodar navios de grande porte, o que resulta em perdas anuais superiores a US$ 21 bilhões, principalmente devido a exportações não realizadas. A Autoridade Portuária de Santos (APS) contesta essas alegações.

A dificuldade do Porto de Santos em receber navios de grande porte, com até 366 metros de comprimento e capacidade para transportar entre 13 mil e 16 mil TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), é apontada como um dos principais problemas. Dos 17 portos brasileiros que operam com contêineres, apenas seis estão homologados para esses navios, mas todos enfrentam limitações operacionais que resultam em déficits de carregamento. O Porto de Santos, em particular, enfrenta restrições de calado, realizando apenas algumas escalas desses grandes navios este ano.

Em uma nota, a APS refuta as críticas, afirmando que o porto tem capacidade para movimentar contêineres até 2030 com seus terminais atuais, que processam cerca de 5 milhões de contêineres anualmente. A autoridade também destaca que, neste ano, o porto recebeu dois navios de 366 metros e considera as críticas dos armadores como uma narrativa infundada.

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No entanto, executivos do Cecafé relatam que a situação é crítica. Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé, revela que, em junho, houve um aumento de 68% nas cargas de café não embarcadas em relação ao mês anterior, resultando em uma perda estimada de US$ 173 milhões. Além disso, empresas enfrentaram custos adicionais de armazenamento que totalizam R$ 4,7 milhões no mês. Heron alerta que a situação pode piorar com o aumento das exportações de algodão, açúcar e café.

Em 2023, a exportação de café, uma das principais commodities do agronegócio brasileiro, foi realizada por 288 empresas, sendo que até 2021, cerca de 80% do café exportado saía pelo Porto de Santos. Heron acredita que o porto está à beira do colapso e que o projeto do novo terminal STS10, com capacidade adicional para 500 mil contêineres por ano, é essencial para resolver a situação.

O STS10, planejado para a área portuária Saboó, ainda está em revisão e enfrenta atrasos. O projeto foi concebido para atender à crescente demanda, mas sua implementação está paralisada, causando preocupação entre os operadores e donos de carga. A APS, por sua vez, afirma que está preparando uma PPP para a concessão da dragagem de aprofundamento do canal de navegação e que o porto não atingiu o limite de sua capacidade atual.

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A APS também critica a gestão anterior, apontando que foram investidos apenas R$ 74 milhões em infraestrutura entre 2019 e 2022, e destaca que há planos para investir R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos. Contudo, não há confirmação se esse valor inclui o investimento de mais de R$ 6 bilhões no túnel entre Santos e Guarujá.

A falta de novos terminais portuários em Santos nos últimos anos e as limitações atuais evidenciam a necessidade urgente de expansão para garantir a eficiência e competitividade do porto no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

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“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

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A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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