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Porto de Paranaguá estabelece novo recorde de movimentação em 24 Horas

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O Porto de Paranaguá registrou um feito histórico ao movimentar mais de 146 mil toneladas de soja no Corredor de Exportação Leste entre os dias 20 e 21 de abril, estabelecendo um recorde de movimentação em 24 horas. Essa marca representa um aumento de 5% em relação ao recorde anterior, de 138.988,98 toneladas, alcançado entre os dias 29 e 30 de agosto de 2019.

Operação Impecável

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destacou que a operação envolveu três berços, de onde partiram mais de 146 mil toneladas de grãos e farelos de soja com destino à China e Espanha. “A movimentação com excelência na operação de três navios permitiu mais um recorde histórico para a Portos do Paraná”, afirmou Garcia, atribuindo o feito ao investimento em gestão portuária nos portos paranaenses. Três embarcações foram carregadas: Nikolas D, Guo Yuan 32 e Guo Yuan 82.

Estratégias Eficazes e Manutenção

Garcia ressaltou que a manutenção de equipamentos e as estratégias logísticas para otimizar o uso dos berços e das equipes de operação foram essenciais para alcançar esse recorde, além da alta demanda global pela commodity. “A movimentação total também trouxe resultados importantes para as empresas envolvidas. Oito terminais embarcaram mais de mil toneladas por hora, um número impressionante graças à manutenção anual e à inteligência logística portuária”, explicou.

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Reconhecimento e Prêmios

O planejamento operacional e a engenharia eficazes renderam aos portos paranaenses reconhecimento nacional. Os portos de Paranaguá e Antonina receberam quatro prêmios de gestão portuária do governo federal, sendo considerados os portos com a melhor administração no Brasil. Ambos receberam a nota máxima no Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (IGAP) na categoria principal entre os portos públicos brasileiros.

Onda de Recordes

Além do novo recorde diário, os portos de Paranaguá e Antonina têm registrado uma série de recordes mensais, com oito recordes consecutivos desde agosto de 2023. O mais recente ocorreu em março de 2024, com uma movimentação de 5.968.934 toneladas, um aumento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Crescimento Contínuo

Os portos também mostraram crescimento expressivo em 2024. No primeiro trimestre, houve um aumento de 16% em relação ao ano anterior, com mais de 16 milhões de toneladas movimentadas. Na exportação, a soja e o açúcar foram os produtos mais destacados, enquanto a importação foi liderada pelo fertilizante, consolidando o papel do Porto de Paranaguá como um importante centro logístico para o comércio exterior brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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