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Politicos e Setor Produtivo Unem Forças Contra Invasões no Oeste do Paraná

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O problema das invasões de terras no Oeste do Paraná ganhou novos contornos com uma reunião realizada nesta terça-feira (23) em Guaíra, onde políticos e representantes do setor produtivo se reuniram para discutir a situação crítica enfrentada pelos produtores rurais da região. O encontro, promovido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e sindicatos rurais locais, contou com a presença de mais de 150 agricultores, pecuaristas e líderes comunitários.

Atualmente, cinco áreas na região estão ocupadas por indígenas, com três delas localizadas em Terra Roxa e duas em Guaíra. Apesar de algumas decisões judiciais favoráveis à reintegração de posse, as ações concretas ainda não foram tomadas pelos governos estadual e federal, gerando crescente frustração entre os produtores.

O Sistema FAEP/SENAR-PR e outras entidades do setor têm solicitado intervenção imediata dos órgãos oficiais para resolver a situação e assegurar a segurança jurídica dos produtores. A passividade do governo do Paraná diante das invasões tem sido amplamente criticada, com pedidos para uma resposta mais enérgica.

Durante a reunião, Mar Sakashita, diretor do Sistema FAEP/SENAR-PR e presidente do Sindicato Rural de Mariluz, ressaltou a importância do cumprimento do Marco Temporal, que limita as demarcações de terras indígenas à data da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988. “Estamos discutindo essa situação desde 2008. A união da classe é essencial, pois um único produtor não consegue ter a mesma voz ativa. Nosso objetivo é encontrar soluções e garantir o respeito à propriedade privada”, afirmou Sakashita.

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Silvanir Rosset, presidente do Sindicato Rural de Guaíra, destacou a exaustão dos produtores diante da insegurança gerada pelas invasões. “O agronegócio é fundamental para nossa economia. Se a situação não for resolvida, a atividade agropecuária está ameaçada. Este problema não afeta apenas quem tem terras invadidas, mas a todos nós”, enfatizou Rosset.

Pedro Lupion, deputado federal e presidente da FPA, revelou que está em negociações com o governo do Paraná para obter autorização federal para que a Polícia Militar do Estado possa realizar as reintegrações de posse, mesmo nas áreas de faixa de fronteira. “A FPA tem a capacidade de influenciar decisões e estamos buscando uma solução para que a Polícia Militar possa atuar e que o governo federal compreenda a gravidade da situação”, afirmou Lupion.

Durante o encontro, produtores relataram as dificuldades enfrentadas devido às invasões, incluindo problemas de planejamento financeiro e acesso a recursos, como seguros e financiamentos. A senadora Tereza Cristina, que participou por videoconferência, anunciou que integrará uma comissão no Supremo Tribunal Federal (STF) para encontrar soluções definitivas para o problema, que afeta outros estados brasileiros. “Estamos trabalhando para manter a paz no campo e garantir o cumprimento do Marco Temporal”, disse Cristina.

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Outros representantes políticos, como o deputado federal Nelson Padovani e o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Mato Grosso do Sul (Famasul), destacaram a importância da negociação, mas reforçaram a necessidade de defesa firme do direito à propriedade. “Repudiamos qualquer invasão de terras produtivas e continuaremos a lutar pelo cumprimento da Constituição e pela proteção dos direitos dos produtores”, afirmou Padovani.

O deputado federal Sérgio Souza também abordou o histórico das invasões na região e reafirmou o compromisso da FPA com o setor produtivo. “Estamos determinados a negociar, mas também a nos posicionar firmemente contra as invasões que violam o direito à propriedade”, concluiu Souza.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva atrasa colheita no Brasil e faz café subir mais de 3% em Nova York

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O avanço das chuvas sobre as principais regiões produtoras do Brasil fez o café arábica subir 3,43% na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (27.07). O contrato com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a 324,55 centavos de dólar por libra-peso, equivalente a US$ 3,2455.

Convertida pelo câmbio de R$ 5,10, a cotação internacional corresponde a uma referência bruta próxima de R$ 2.190 por saca de 60 quilos. O valor não representa o preço recebido diretamente pelo produtor, pois não considera diferenças de qualidade, despesas operacionais, frete, impostos e os ajustes entre o contrato futuro e o mercado físico brasileiro.

A valorização também alcançou o robusta negociado em Londres. O contrato para setembro avançou 1,12%, para o equivalente a cerca de R$ 19,4 mil por tonelada, ou aproximadamente R$ 1.163 por saca de 60 quilos antes dos descontos e ajustes comerciais.

No mercado brasileiro, o movimento internacional foi acompanhado pelos indicadores físicos. O café arábica subiu 2,95% nesta segunda-feira, para R$ 1.725,66 por saca, enquanto o robusta avançou 1,55%, para R$ 1.087,34, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq-USP).

A alta foi provocada principalmente pelas previsões de novas chuvas durante a colheita brasileira. Minas Gerais, maior produtor nacional de café arábica, recebeu 32,4 milímetros na semana encerrada no domingo (26), volume equivalente a aproximadamente 27 vezes a média histórica do período, segundo dados meteorológicos citados pela plataforma internacional Barchart.

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A chuva durante a colheita impede a entrada de trabalhadores e máquinas nos cafezais, atrasa a retirada dos frutos e dificulta a secagem nos terreiros. Quando persiste por vários dias, também aumenta o risco de queda dos frutos maduros, fermentação indesejada, aparecimento de fungos e perda da qualidade da bebida.

Isso não significa, necessariamente, redução imediata no volume produzido. O primeiro efeito é o atraso da oferta, porque o café demora mais para ser colhido, seco, beneficiado e colocado no mercado. Em um cenário de estoques internacionais reduzidos, qualquer demora na chegada da produção brasileira aumenta a preocupação dos compradores e sustenta as cotações.

O Brasil havia colhido 64% da safra até 15 de julho, avanço de seis pontos percentuais em uma semana. O ritmo, contudo, permanecia distante dos 77% registrados no mesmo período do ano passado e da média de 70% dos últimos cinco anos.

A diferença é maior no café arábica, cuja colheita estava em 54%. O conilon, que começa a ser retirado mais cedo, já alcançava 84% da produção. Entre os cooperados da Cooxupé, que reúne cafeicultores principalmente de Minas Gerais e São Paulo, os trabalhos atingiam 47,3% até 17 de julho, ante 59% um ano antes.

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Com as novas precipitações, a retirada do arábica deverá avançar por agosto em boa parte das regiões produtoras. O impacto sobre a qualidade dependerá da duração das chuvas, das condições de secagem e do estágio dos frutos em cada propriedade.

A movimentação ocorre durante uma safra decisiva para o abastecimento mundial. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil produzirá 66,7 milhões de sacas em 2026, crescimento de 18% e possível recorde da série histórica. Desse total, 45,8 milhões de sacas deverão ser de arábica e 20,9 milhões de conilon.

O tamanho esperado da safra limita movimentos mais prolongados de valorização, mas o atraso mantém o mercado sensível às previsões meteorológicas. A produção brasileira é aguardada para recompor estoques internacionais e ampliar as exportações no segundo semestre, depois da redução dos embarques registrada no início do ano.

Para o produtor, a alta da bolsa melhora a referência de negociação, mas não garante valorização equivalente da saca. Além do comportamento do câmbio, o preço dependerá da qualidade do café entregue, da disponibilidade regional, dos diferenciais de mercado e da necessidade de venda durante o avanço da colheita.

Fonte: Pensar Agro

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