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Plantio do milho nos EUA está praticamente concluído e 68% da soja apresenta boas condições, aponta USDA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta segunda-feira (9) seu mais recente boletim semanal de acompanhamento das lavouras no país, com dados atualizados sobre o andamento do plantio e o estado das principais culturas.

Plantio do milho está finalizado

Segundo o USDA, o plantio do milho está praticamente concluído em todo o território norte-americano. O relatório indica que 81% das lavouras já emergiram, um avanço em relação aos 78% registrados na semana anterior. Apesar do progresso, o número ainda está abaixo dos 83% do mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos, que é de 87%.

Qualidade das lavouras de milho

O levantamento também revela que 71% das lavouras de milho estão em boas ou excelentes condições, superando as expectativas do mercado, que eram de 70%. O índice também representa uma melhora em relação aos 69% da semana passada, embora ainda esteja abaixo dos 74% observados no mesmo período do ano anterior.

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Além disso, 24% das plantações estão em condição regular e 5% em condições ruins ou muito ruins.

Plantio da soja avança, mas fica abaixo da expectativa

Com relação à soja, o relatório aponta que 90% da área prevista já foi plantada, número ligeiramente abaixo dos 91% esperados pelo mercado. Na semana anterior, o percentual era de 84%, enquanto no ano passado o índice era de 86%. A média histórica para o período é de 88%.

Emergência e qualidade da soja

O USDA também informou que 75% das lavouras de soja já germinaram, um avanço significativo frente aos 63% da semana anterior. No mesmo período de 2023, o índice era de 68%, e a média dos últimos cinco anos é de 72%.

No que diz respeito à qualidade, 68% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, número alinhado às projeções do mercado. Na semana anterior, esse índice era de 67%, enquanto no ano passado era de 72%.

O boletim semanal do USDA segue sendo uma referência importante para o acompanhamento do desenvolvimento das safras nos Estados Unidos, influenciando diretamente o comportamento do mercado internacional de grãos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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