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Expansão no plantio de algodão em Mato Grosso enfrenta desafios climáticos e preocupa com ritmo da colheita

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A safra 2024/25 de algodão em Mato Grosso deve registrar um crescimento significativo de 4,99% na área plantada, totalizando 1,54 milhão de hectares. Esse aumento reflete a confiança dos produtores no cultivo do algodão, apesar dos desafios impostos pelas condições climáticas adversas. No entanto, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) alerta para a possibilidade de impactos no calendário de plantio devido ao atraso na semeadura da soja, fator que pode afetar o andamento da colheita de algodão.

Impacto do clima e da colheita da soja no plantio do algodão

No ciclo 2023/24, muitos produtores decidiram interromper o plantio de soja, mas nesta safra a maioria optou por continuar com a oleaginosa, o que pode acarretar atrasos na semeadura do algodão de segunda safra. O Imea destacou que o ritmo da colheita da soja será crucial para garantir que o algodão seja plantado dentro da janela ideal. A semeadura do algodão de segunda safra depende diretamente da conclusão da colheita da soja, o que pode gerar um aperto no calendário agrícola do estado.

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Projeção de produtividade e cenário de mercado

A produtividade média de algodão no estado é projetada para ser de 284,34 arrobas por hectare, um aumento de 2,34% em relação à safra anterior. Contudo, apesar desse crescimento na produtividade, o mercado de algodão apresenta um cenário de cotações futuras estáveis, sem expectativa de valorização significativa no curto prazo. Esse ambiente econômico impactou as vendas do produto, que até dezembro de 2024 representaram apenas 45,61% da produção estimada, ficando 1,02 ponto percentual abaixo do mesmo período da safra anterior.

Assim, embora Mato Grosso tenha um cenário positivo de crescimento no plantio e na produtividade, os desafios climáticos e o ritmo da colheita da soja ainda geram incertezas sobre o andamento da safra de algodão 2024/25.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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