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Plantio de soja no Brasil atinge 71%, mas chuvas irregulares ainda preocupam produtores

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O plantio da safra 2025/26 de soja alcançou 71% da área estimada no Brasil até a última quinta-feira (13), segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda está abaixo dos 80% registrados no mesmo período de 2024.

As chuvas irregulares em partes do Centro-Oeste e da região do Matopiba (que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) têm limitado o ritmo dos trabalhos no campo. Mesmo com as instabilidades climáticas, produtores mantêm o cronograma de plantio, confiando na previsão de maior regularidade das precipitações nas próximas semanas.

Centro-Oeste e Matopiba enfrentam desafios climáticos

As variações no regime de chuvas seguem sendo o principal desafio para os produtores do Centro-Oeste e do Matopiba. Em algumas áreas, a falta de umidade no solo dificulta a germinação das sementes, enquanto em outras regiões as pancadas isoladas favorecem o avanço da semeadura.

De acordo com a AgRural, a atenção agora se volta para o comportamento climático nas próximas duas semanas — período considerado decisivo para garantir o desenvolvimento inicial das lavouras e evitar replantios.

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Sul do país mantém solo encharcado e limita avanço

No Sul do Brasil, o cenário é oposto: a excessiva umidade do solo ainda impede maior ritmo no plantio. Estados como Paraná e Rio Grande do Sul registram áreas com excesso de chuvas, o que tem dificultado o acesso às lavouras e atrasado a entrada de maquinário.

Mesmo com as dificuldades, as condições climáticas tendem a melhorar gradualmente, permitindo que a semeadura avance com mais consistência até o final de novembro.

Plantio do milho verão também ganha ritmo no Centro-Sul

Paralelamente, o plantio do milho verão 2025/26 chegou a 85% da área prevista para o Centro-Sul do país, ante 72% na semana anterior e 87% no mesmo período do ano passado, conforme dados da AgRural.

O avanço mais expressivo foi registrado em São Paulo e Minas Gerais, onde as condições de umidade favoreceram o ritmo de trabalho. Em contrapartida, Goiás ainda apresenta atrasos por conta das chuvas irregulares e da prioridade dos produtores com o plantio da soja.

Perspectivas para o campo

A expectativa é que, com o retorno gradual das chuvas, o ritmo de plantio da soja se aproxime da média histórica até o final de novembro. No entanto, especialistas alertam que a distribuição irregular das precipitações ainda pode trazer impactos sobre o desenvolvimento inicial das lavouras e, consequentemente, sobre a produtividade da safra 2025/26.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais operam com cautela, Ibovespa busca realização de lucros e investidores acompanham tecnologia, commodities e agenda econômica

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Os mercados financeiros iniciaram a semana em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda-feira (6) sem uma direção definida, enquanto os mercados europeus operam com oscilações moderadas e os índices futuros norte-americanos apontam leve recuperação após o feriado da Independência dos Estados Unidos.

No Brasil, o mercado acompanha uma abertura marcada por realização de lucros após a forte valorização registrada na última sexta-feira, em um ambiente ainda influenciado pelo comportamento das commodities, pela expectativa em relação aos próximos indicadores econômicos e pelas perspectivas para a política monetária global.

Ásia fecha mista com investidores atentos ao setor de tecnologia

Na Ásia, os investidores reduziram a exposição às empresas de tecnologia, principalmente aquelas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, diante das dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos realizados pelo setor.

Na China, o índice de Xangai (SSEC) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, enquanto o CSI 300 permaneceu inalterado. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,14%, impulsionado por medidas regulatórias destinadas a facilitar o refinanciamento das empresas listadas e estimular o mercado de capitais.

O governo chinês também colocou em vigor novas regras para negociação de ações no mercado ChiNext, de Shenzhen, fortalecendo mecanismos de formação de mercado e ampliando a liquidez.

O movimento favoreceu principalmente ações dos setores de energia, agricultura, bancos, materiais básicos e bens de consumo, enquanto empresas de tecnologia, robótica, baterias e satélites passaram por uma realização de lucros após meses de forte valorização.

Entre os principais índices asiáticos:

  • Japão (Nikkei): -0,01%;
  • China (Xangai): -0,06%;
  • CSI 300: estável;
  • Hong Kong (Hang Seng): +1,14%;
  • Coreia do Sul (Kospi): -0,46%;
  • Taiwan (Taiex): -0,48%;
  • Singapura (Straits Times): +0,30%;
  • Austrália (S&P/ASX 200): -0,15%.
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Europa inicia semana com variações moderadas

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, refletindo a expectativa pela temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos, além do acompanhamento das perspectivas para os juros americanos e da queda dos preços internacionais do petróleo após o aumento da produção anunciado pela Opep+.

O mercado europeu também monitora indicadores econômicos da Zona do Euro, especialmente dados de atividade e inflação, que poderão influenciar as próximas decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Wall Street retorna do feriado com foco em dados econômicos

Após o feriado prolongado da Independência, os investidores voltam suas atenções para os Estados Unidos acompanhando indicadores de atividade econômica, mercado de trabalho e serviços, além do início da temporada de divulgação dos resultados corporativos do segundo trimestre.

O mercado também observa atentamente qualquer sinal do Federal Reserve (Fed) sobre o ritmo dos próximos cortes nas taxas de juros, fator que continua sendo um dos principais direcionadores dos ativos globais.

Ibovespa inicia semana em realização de lucros

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro abriu em queda, refletindo um movimento natural de realização de lucros após o índice à vista alcançar o maior fechamento em aproximadamente um mês no encerramento da última semana.

O ambiente continua sendo influenciado pelo comportamento das commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, além das expectativas em torno da trajetória da taxa Selic e dos indicadores econômicos previstos para os próximos dias.

Entre os destaques da agenda estão:

  • Relatório Focus;
  • Balança comercial brasileira;
  • Indicadores de atividade na Europa;
  • PMI de serviços dos Estados Unidos.

O dólar comercial iniciou o dia em leve valorização frente ao real, enquanto a curva de juros apresenta comportamento relativamente estável, com pequenas oscilações nos vencimentos mais longos.

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Vale, Petrobras e bancos seguem concentrando atenções

Na B3, os investidores continuam concentrando o maior volume financeiro em ações de empresas de grande peso no índice, como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco.

O setor de infraestrutura permanece em destaque após os recentes leilões de transmissão de energia, enquanto empresas do varejo seguem reagindo ao cenário de expectativa por redução dos juros.

Papéis como Magazine Luiza e Embraer permanecem entre os ativos com maior liquidez, refletindo o interesse dos investidores por empresas ligadas ao consumo doméstico e à indústria exportadora.

Commodities continuam determinando o humor dos mercados

Para o mercado brasileiro e para o agronegócio, o comportamento das commodities segue sendo o principal vetor de curto prazo.

A evolução dos preços do petróleo influencia diretamente o desempenho das ações da Petrobras, enquanto as oscilações do minério de ferro impactam a Vale e todo o segmento de mineração.

No agronegócio, investidores também acompanham os movimentos das commodities agrícolas, especialmente soja, milho e café, além da demanda chinesa, fator determinante para as exportações brasileiras.

Cenário permanece sensível ao ambiente internacional

Apesar do ambiente relativamente positivo observado nas últimas semanas, analistas avaliam que o mercado deve continuar operando com elevada volatilidade, diante das incertezas sobre os juros nos Estados Unidos, da temporada de resultados corporativos, da evolução da economia chinesa e do comportamento das commodities.

No Brasil, o fluxo estrangeiro, as expectativas para a política monetária e os indicadores econômicos domésticos continuam sendo os principais fatores capazes de determinar a direção do Ibovespa ao longo desta semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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