AGRONEGÓCIO

Plantio de soja avança para 61% no Brasil, mas produtores de Mato Grosso enfrentam umidade no limite

Publicado em

O plantio da soja no Brasil atingiu 61% da área estimada para a safra 2025/26 até a última quinta-feira (6), segundo levantamento da AgRural. O número representa um avanço expressivo em relação aos 47% registrados na semana anterior, mas ainda fica atrás do ritmo de 67% observado no mesmo período da safra passada (2024/25).

As recentes chuvas no Cerrado têm contribuído para o progresso das lavouras, especialmente em Goiás, onde o plantio vinha apresentando atraso. No entanto, a situação ainda inspira atenção em várias regiões, com a umidade do solo permanecendo no limite em parte das áreas produtoras.

Mato Grosso enfrenta replantio e abortamento de flores

Em Mato Grosso, principal estado produtor de soja do país, os agricultores relatam necessidade de replantio em alguns talhões e casos pontuais de abortamento de flores e vagens, resultado das condições irregulares de umidade. Apesar dos desafios, a previsão de novas chuvas para os próximos dias traz expectativa de recuperação das lavouras e maior estabilidade no desenvolvimento das plantas.

Leia Também:  Países Contestam Subsídios da Índia ao Trigo e Arroz na OMC

A irregularidade climática nas primeiras semanas de plantio afetou o calendário de semeadura e elevou os custos para parte dos produtores, que tiveram de refazer áreas já plantadas. A chegada de volumes mais consistentes de chuva, porém, deve normalizar o ritmo das atividades agrícolas em todo o estado.

Milho verão: semeadura atinge 72% no Centro-Sul

Enquanto a soja avança, o milho verão 2025/26 também registra bom progresso no campo. De acordo com a AgRural, 72% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil já estava semeada até o dia 6 de novembro, contra 59% na semana anterior e 72,5% no mesmo período do ciclo anterior.

A melhora nas condições de chuva no Sudeste e em Goiás favoreceu o avanço dos trabalhos, embora a umidade ainda apresente irregularidade em algumas regiões. A expectativa do setor é de que a continuidade das precipitações nas próximas semanas contribua para consolidar o ritmo de plantio e garantir boas condições para o desenvolvimento inicial das lavouras.

Expectativas positivas, mas clima ainda preocupa produtores

Com a previsão de novos volumes de chuva para o Centro-Oeste e o Sudeste, o cenário tende a melhorar tanto para a soja quanto para o milho verão. Contudo, a irregularidade das precipitações ainda é motivo de cautela, especialmente em áreas que enfrentaram estiagens prolongadas no início da safra.

Leia Também:  Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

O avanço do plantio, embora significativo, depende da confirmação das chuvas previstas, que serão decisivas para definir o ritmo das próximas semanas e o potencial produtivo das lavouras brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Published

on

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Sementes Batavo, da Frísia, apresenta as principais cultivares das maiores obtentoras de soja do Brasil

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  Preço do feijão carioca segue firme em julho com oferta restrita e demanda aquecida da indústria

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA