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Plantio de soja atinge 14% no Brasil com avanço recorde no Paraná; milho verão chega a 45%, aponta AgRural

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O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 14% da área estimada no país até 9 de outubro, segundo levantamento da AgRural. O percentual representa um avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o índice estava em 9%, e supera os 8% registrados no mesmo período de 2024.

Com esse desempenho, a atual safra ocupa o terceiro lugar entre os plantios mais rápidos da série histórica, ficando atrás apenas das temporadas 2018/19 e 2023/24.

Paraná lidera e Mato Grosso avança com melhora nas chuvas

Apesar das chuvas ainda irregulares em parte do país, Mato Grosso apresentou avanço acima do esperado no ritmo de plantio durante a última semana.

No entanto, o estado do Paraná continua sendo o principal destaque nacional, impulsionado por condições climáticas favoráveis desde o início da safra. De acordo com a AgRural, o Paraná registra o plantio mais acelerado de sua história, consolidando sua liderança no avanço da semeadura.

Milho verão chega a 45% da área plantada no Centro-Sul

O plantio do milho verão 2025/26 também segue em ritmo firme. Até 9 de outubro, 45% da área estimada no Centro-Sul do Brasil já havia sido semeada, ante 40% na semana anterior e 41% no mesmo período de 2024, conforme dados da AgRural.

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As condições climáticas seguem determinando o ritmo dos trabalhos no campo.

No Sul do país, o excesso de umidade tem dificultado a conclusão da semeadura em algumas regiões. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o solo ainda muito seco retarda o início do plantio, uma vez que o calendário agrícola nessas áreas é mais tardio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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