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Início da Semana no Mercado Brasileiro de Café é Marcado por Cautela

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O mercado físico brasileiro de café inicia a semana com um tom cauteloso. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresenta uma tendência de queda, o que pressiona os preços internos. Por outro lado, o dólar se mantém próximo à estabilidade. Esse cenário leva os produtores a aguardar um posicionamento mais claro dos referenciais de mercado.

Na sexta-feira, 23, observou-se um aumento nos preços do café no mercado brasileiro, impulsionado pelos ganhos do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. Contudo, a valorização do dólar foi limitada, o que restringiu o avanço dos preços.

De acordo com a Safras Consultoria, a manhã do dia foi mais movimentada, mas de forma regionalizada. A cautela dos compradores limitou um ritmo mais acelerado na comercialização.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, com 15% de catação, foi negociado a R$ 1.440,00/1.445,00 por saca, em comparação a R$ 1.430,00/1.435,00 anteriormente. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura, com 15% de catação, registrou preços de R$ 1.450,00/1.455,00, frente a R$ 1.440,00/1.445,00 do dia anterior.

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O café arábica tipo “rio” 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, foi cotado a R$ 1.210,00/1.215,00 a saca, ante R$ 1.200,00/1.205,00 anteriormente.

Em Vitória, Espírito Santo, o conilon tipo 7 ficou a R$ 1.355,00/1.360,00 a saca, comparado a R$ 1.335,00/1.340,00 no dia anterior, e o tipo 7/8 a R$ 1.350,00/1.355,00, frente a R$ 1.330,00/1.335,00 anteriormente.

Relatório da CFTC e Dados do Mercado Futuro

A Commodity Futures Trading Commission (CFTC) divulgou o relatório de compromissos dos traders, com dados até 20 de agosto para o café na ICE Futures US (Bolsa de Nova York). O relatório revelou que os grandes fundos e especuladores apresentavam uma posição líquida comprada de 64.158 contratos, um aumento em relação aos 58.940 contratos comprados na semana anterior. As empresas comerciais, incluindo indústrias, corretoras e comerciantes, mantinham uma posição líquida vendida de 67.737 contratos. Já as posições não reportáveis, que representam pequenos especuladores e negociadores locais, mostraram uma posição líquida comprada de 3.579 contratos.

Até a última terça-feira, havia 193.447 contratos em aberto no mercado futuro de café arábica da ICE Futures US, uma redução de 1.789 lotes na semana.

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Mercados Financeiros e Câmbio

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), os contratos com entrega em dezembro/24 registraram uma baixa de 0,12%, cotados a 247,00 centavos de dólar por libra-peso. Na sexta-feira, a posição dezembro/2024 fechou a 247,30 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 4,40 centavos, ou 1,8%.

O dólar comercial manteve-se estável, com uma alta de 0,00%, cotado a R$ 5,4800. O Dollar Index registrou uma elevação de 0,09%, alcançando 101,81 pontos.

No cenário internacional, as principais bolsas da Ásia encerraram mistas, com Xangai subindo 0,04% e o Japão caindo 0,66%. Na Europa, os índices também apresentaram variações mistas, com Paris avançando 0,23% e Frankfurt recuando 0,10%. Londres permaneceu em feriado. O petróleo WTI para outubro em Nova York apresentou alta de 2,91%, cotado a US$ 77,02 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína ganha competitividade histórica frente à bovina e amplia espaço no consumo brasileiro

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A carne suína brasileira atingiu em maio de 2026 o maior nível de competitividade da história frente à carne bovina, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento é impulsionado principalmente pela queda nos preços da proteína suinícola no atacado, em meio à demanda doméstica enfraquecida.

Na parcial de maio, até o dia 26, o preço médio da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo recuou 3,7% em comparação com abril, sendo negociada a R$ 8,68 por quilo. Em termos reais, considerando os valores corrigidos pelo IPCA de abril de 2026, este é o menor patamar registrado desde outubro de 2018.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o mercado interno segue pressionado pelo consumo lento, cenário que vem predominando praticamente durante todo o ano. A menor procura pela proteína tem reduzido a sustentação dos preços no setor suinícola.

Diferença entre carne bovina e suína atinge recorde histórico

Com a retração nos preços da carne suína e a manutenção dos valores elevados da carne bovina, o diferencial entre as duas proteínas chegou a R$ 16,56 por quilo na parcial de maio, avanço de 2,1% frente ao mês anterior.

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Segundo o Cepea, este é o maior diferencial da série histórica iniciada em 2004, reforçando a elevada competitividade da carne suína diante da bovina no mercado brasileiro.

O cenário favorece a migração do consumo para proteínas mais acessíveis, especialmente em um ambiente de renda pressionada e maior cautela dos consumidores nas compras de alimentos.

Carne suína também ganha espaço frente ao frango

Além da vantagem em relação à carne bovina, a proteína suína também ampliou competitividade frente à carne de frango. O diferencial de preços entre as duas proteínas caiu 23,4% de abril para maio, ficando em R$ 1,39 por quilo.

Este é o menor nível desde abril de 2022, quando a diferença era de R$ 1,15 por quilo. Conforme destacam os pesquisadores do Cepea, quanto menor a distância de preços entre as proteínas, maior tende a ser a atratividade da carne suína para o consumidor final.

Mercado acompanha comportamento da demanda interna

O desempenho da carne suína nos próximos meses deve continuar diretamente ligado à recuperação do consumo doméstico. Apesar da competitividade crescente frente às proteínas concorrentes, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à demanda enfraquecida no varejo.

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Ao mesmo tempo, o cenário de preços mais acessíveis pode contribuir para estimular as vendas no mercado interno, principalmente diante da preferência crescente do consumidor por proteínas com melhor relação custo-benefício.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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