AGRONEGÓCIO

Plantio da Safrinha de Milho Avança para 35,7% no Brasil com Trégua nas Chuvas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu acompanhamento semanal das lavouras brasileiras, atualizando o progresso da safra de milho 2024/25.

Na primeira safra do ciclo, o plantio avançou de 96,8% na semana anterior para 98,1% até o dia 16 de fevereiro, um índice próximo aos 98,3% registrados no mesmo período da safra 2023/24. Já concluíram a semeadura os estados do Piauí, Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (100%), seguidos por Rio Grande do Sul (99%) e Maranhão (81%).

A colheita da primeira safra também evoluiu, com 21,1% das lavouras colhidas, superando os 13,3% da semana anterior e praticamente alinhada com os 21,4% registrados no mesmo período de 2024. O Paraná lidera as atividades, com 67% das áreas colhidas, seguido por Rio Grande do Sul (60%), Santa Catarina (24,2%), São Paulo (4%) e Bahia (0,4%).

A trégua nas chuvas no Paraná favoreceu os trabalhos de colheita, enquanto a Bahia iniciou as atividades recentemente. No Rio Grande do Sul, mesmo com precipitações em volumes reduzidos, as chuvas ajudaram a amenizar o estresse hídrico e térmico das lavouras. Em Minas Gerais, as condições seguem favoráveis ao desenvolvimento das plantações.

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Os técnicos da Conab indicaram que 2% das áreas plantadas ainda estão na fase de emergência, 16,9% em desenvolvimento vegetativo, 8,7% em floração, 26,2% em enchimento de grãos e 25,1% já em maturação.

Plantio da Safrinha Acelera, Mas Segue Atrasado em Relação a 2024

O levantamento da Conab também apontou que 35,7% da área destinada à segunda safra de milho já foi semeada no Brasil, um avanço significativo em relação aos 18,8% registrados na semana anterior, mas ainda abaixo dos 45,3% do mesmo período de 2024.

O plantio já progrediu no Paraná (46%), Mato Grosso (43,3%), Tocantins (40%), Goiás (30%), Mato Grosso do Sul (19%), Minas Gerais (16,9%), Maranhão (10%) e Piauí (2%). Até o momento, 47,7% das lavouras da safrinha estão na fase de emergência, enquanto 49,1% avançaram para o desenvolvimento vegetativo.

A melhoria nas condições climáticas favoreceu o avanço das atividades no Mato Grosso, Goiás e Paraná, enquanto a boa umidade do solo tem contribuído para a germinação das lavouras no Mato Grosso do Sul.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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