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Planta invasora caruru-palmeri é detectada pela primeira vez em São Paulo

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Detecção inédita no estado de São Paulo

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a primeira ocorrência da planta invasora Amaranthus palmeri, conhecida popularmente como caruru-palmeri ou caruru-gigante, no estado de São Paulo. A detecção ocorreu na região de São José do Rio Preto, marcando a primeira vez que a praga é registrada fora dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde sua presença já havia sido constatada anteriormente.

Desde sua primeira identificação no Brasil, em 2015, no estado de Mato Grosso, a espécie tem preocupado o setor produtivo por sua alta capacidade de resistência a herbicidas e pelo impacto na produtividade agrícola. Atualmente, ela está oficialmente presente em oito municípios mato-grossenses e dois municípios sul-mato-grossenses.

Propriedade interditada e medidas de contenção

De acordo com o Mapa, a propriedade onde a planta foi encontrada foi imediatamente interditada, ficando proibida a saída de qualquer material vegetal da espécie, além de restos culturais, resíduos de limpeza e solo da área afetada.

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A colheita da soja cultivada no talhão contaminado só será autorizada após a eliminação completa das plantas de Amaranthus spp., conforme os protocolos definidos pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.

Ao mesmo tempo, estão sendo realizados levantamentos de delimitação para identificar a extensão da área afetada e adotar as ações de controle necessárias.

Risco à produção agrícola

O caruru-palmeri é uma das plantas daninhas mais agressivas e difíceis de controlar no ambiente agrícola. Suas características biológicas — como o rápido crescimento e a alta produção de sementes —, somadas à resistência a diferentes mecanismos de ação de herbicidas, tornam o seu controle um grande desafio para produtores e autoridades fitossanitárias.

A presença da praga em lavouras pode provocar redução significativa na produtividade, afetando especialmente culturas como soja, milho e algodão. A principal forma de dispersão do caruru-palmeri ocorre por meio de maquinários e implementos agrícolas contaminados, além de mistura com outras sementes durante o plantio.

Programa Nacional de Prevenção e Controle

Para enfrentar o avanço dessa praga, o Mapa publicou a Portaria SDA nº 1.119, de 20 de maio de 2024, que criou o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Amaranthus palmeri. A norma estabelece medidas fitossanitárias voltadas à prevenção, detecção, delimitação e controle da espécie em todo o território nacional.

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Segundo o Ministério, a atuação visa proteger a sanidade vegetal, preservar a produção agropecuária e garantir o cumprimento da legislação fitossanitária vigente, reforçando o compromisso do governo federal com a segurança e sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá evita gasto suspeito de R$ 70 milhões na Educação e abre investigação

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A Prefeitura de Cuiabá abriu uma investigação interna para apurar possíveis irregularidades na tentativa de aquisição de materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação e evitou um gasto aproximado de R$ 70 milhões em recursos públicos.

A investigação é conduzida pela Controladoria Geral do Município, com apoio de setores de auditoria, monitoramento e inteligência da administração municipal. O caso será encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e demais órgãos de controle.

Após a constatação das possíveis irregularidades, a Prefeitura suspendeu pagamentos, interrompeu novos trâmites de contratação e iniciou os encaminhamentos aos órgãos de controle e fiscalização. “Assim que identificamos as supostas irregularidades nesse processo, suspendemos todos os pagamentos e os trâmites de aquisição”, afirmou o prefeito Abilio Brunini.

“A denúncia é referente aos anos de 2025 e 2026. Já pedi à Controladoria que acione os órgãos de controle”, declarou o prefeito.

As informações fazem parte de um relatório financeiro e orçamentário produzido pela Coordenadoria Técnica de Aquisições da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), que analisou 35 contratos ativos da pasta, incluindo contratos de consumo, aluguel, serviços, concessionárias e bens permanentes.

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Entre os pontos analisados pela administração municipal estão contratos com valores considerados incompatíveis com os praticados no mercado.

Conforme levantamento preliminar, cerca de R$ 20 milhões chegaram a ser pagos antes da identificação das suspeitas. No entanto, os demais pagamentos foram bloqueados pela Prefeitura, evitando a continuidade das despesas até a conclusão das apurações.

A Prefeitura de Cuiabá reforça que seguirá adotando todas as medidas administrativas e legais necessárias para garantir transparência na aplicação dos recursos públicos e proteção ao orçamento da Educação e das demais pastas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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