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Pedro Lupion e Ratinho Junior Reforçam a Gilmar Mendes Necessidade de Ação para Resolver Conflitos Agrários

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Em audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e o governador do Paraná, Ratinho Junior, defenderam a necessidade de ações urgentes para conter os crescentes conflitos agrários. Participou também o procurador do Estado do Paraná, Luciano Borges, e um dos temas centrais discutidos foi a utilização da força policial estadual para mitigar confrontos entre grupos que se identificam como indígenas e produtores rurais em áreas disputadas.

Lupion apresentou ao ministro dados atualizados sobre os recentes episódios de violência, relatando que conflitos foram registrados não apenas no Paraná e Mato Grosso do Sul, mas também na Bahia e em Mato Grosso. “Há relatos alarmantes, como o de cidadãos paraguaios que cruzam a fronteira, se identificam como indígenas e, em alguns casos, atuam de forma violenta contra produtores rurais, impedindo-os de trabalhar em suas próprias terras”, afirmou o parlamentar, destacando a urgência de uma resposta firme e imediata.

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Governador Alerta para Impactos no Paraná

Durante a reunião, o governador Ratinho Junior também reforçou a necessidade de segurança jurídica para os produtores e a população rural, chamando atenção para áreas em conflito que, segundo ele, têm sido usadas para o contrabando de drogas e a entrada de animais que ameaçam a produção agropecuária. Ratinho mencionou ainda uma alternativa para a realocação de comunidades indígenas em uma área de parque nacional, que, contudo, enfrenta obstáculos legais impostos pelo Ministério Público. “É uma opção viável, mas estamos impedidos de avançar por questões jurídicas”, observou o governador.

Compromisso do Ministro e Discussão do Marco Temporal

Em resposta, o ministro Gilmar Mendes se mostrou preocupado com a escalada dos conflitos e assegurou que analisará os novos fatos com seriedade, buscando uma solução viável. Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP), comprometeu-se a pautar a Proposta de Emenda à Constituição n° 48/2023, que trata do Marco Temporal, caso a mediação judicial não avance. Alcolumbre declarou: “A população não pode ficar sem resposta. O Marco Temporal é um tema importante aprovado pelo Congresso, e, se for necessário, o enfrentaremos aqui novamente.”

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O senador reiterou que, antes disso, se empenhará para ouvir todas as partes envolvidas, incluindo o ministro Gilmar Mendes, com o objetivo de buscar um caminho pacífico e equilibrado. Embora o tema tenha sido retirado da pauta da CCJ nesta quarta-feira, poderá ser pautado novamente conforme a evolução dos diálogos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

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A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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