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Plano Safra 2025/26 destina R$ 89 bi à agricultura familiar e reforça a necessidade de gestão estratégica no campo

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Panorama geral

O Plano Safra é a principal ferramenta de fomento ao agronegócio nacional, oferecendo crédito subsidiado para custeio, investimento, comercialização e industrialização das safras. Para o ciclo 2025/26, o governo reservou R$ 89 bilhões exclusivamente à agricultura familiar, reforçando a importância do planejamento financeiro em um cenário de juros elevados.

Linhas de financiamento e condições
  • Taxas subsidiadas e prazos longos: os recursos contam com juros diferenciados e possibilidade de pagamento anual.
  • Abrangência: atendem tanto a produção agrícola quanto pecuária, além de infraestrutura e sustentabilidade nas propriedades.
Por que o planejamento é decisivo?

Os recursos do Plano Safra são essenciais para investimentos em tecnologia, insumos e infraestrutura, mas é fundamental utilizá‑los de forma estratégica”, destaca Romário Alves, CEO da rede de crédito rural Sonhagro.

Gestão eficiente evita desperdícios, assegura a aplicação correta do capital e aumenta a competitividade do produtor.

Passo a passo para acessar o crédito
  • Regularize o CPF – pendências cadastrais bloqueiam a operação.
  • Obtenha o Cadastro de Agricultor Familiar (CAF) – emitido por entidades credenciadas.
  • Elabore o projeto técnico – orçamento detalhado, laudos e croquis da área devem acompanhar a proposta.
  • Submeta à instituição financeira – bancos e cooperativas analisam a documentação dentro das regras do Manual de Crédito Rural (MCR).
  • Aplique o recurso conforme o projeto – o Banco Central e as instituições fiscalizam o uso do dinheiro.
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Apoio especializado faz diferença

A Sonhagro e outras consultorias atuam desde a organização dos documentos até a elaboração dos projetos, liberando o produtor para se concentrar na atividade-fim.

Gestão responsável e visão de futuro
  • Reserva para imprevistos: proteger a saúde financeira da propriedade.
  • Práticas sustentáveis: aumentam a resiliência e atendem às exigências de mercado.
  • Médio e longo prazo: planejamento multianual garante continuidade do negócio.
Números que mostram a tendência
  • Safra 2024/25: R$ 78,2 bilhões destinados ao Pronaf.
  • Safra 2025/26: R$ 89 bilhões – crescimento que sinaliza a manutenção do apoio governamental, mesmo com juros mais altos.
Em síntese

O novo Plano Safra oferece recursos robustos, mas o sucesso depende de planejamento técnico, gestão rigorosa e uso estratégico do crédito. Produtores que seguirem essas premissas estarão mais preparados para enfrentar as oscilações do mercado e ampliar sua competitividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

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O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

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Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

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Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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