AGRONEGÓCIO

Plano Safra 2024/25: Fávaro Promete Distribuição Equitativa de Recursos e Incentivos Sustentáveis

Publicado em

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, anunciou hoje no programa “Bom dia, Ministro” do Canal Gov, que o Plano Safra 2024/25 terá uma distribuição mais equilibrada de recursos, visando beneficiar todos os produtores de forma igualitária. Ele enfatizou o compromisso do governo em evitar discrepâncias onde alguns bancos possam ter excesso de recursos enquanto outros enfrentam escassez.

Fávaro também destacou a importância das práticas sustentáveis, anunciando descontos ampliados nas taxas de juros para produtores que adotarem essas medidas. As taxas, que antes eram de 0,5% ao ano, poderão chegar até 1% ao ano no novo plano.

Em relação à logística e armazenagem, o ministro sublinhou a necessidade de eficiência no Brasil, com um aumento significativo no volume de recursos destinados à construção de armazéns. O limite por beneficiário foi ampliado de R$ 50 milhões para até R$ 200 milhões, visando melhorar a infraestrutura agrícola nacional.

Respondendo às críticas sobre as taxas de juros elevadas feitas pela Aprosoja, Fávaro mencionou que o governo tem questionado o impacto da taxa Selic, considerada desproporcional em um contexto de inflação controlada. Ele enfatizou a criação de linhas de crédito dolarizadas, permitindo acesso a taxas de juros mais baixas, cerca de 8,5% no mercado internacional.

Leia Também:  Aumento de 55% na área plantada da primeira safra de feijão no Paraná

Quanto ao seguro rural, Fávaro enfatizou a necessidade de ampliação dos recursos em todo o Brasil devido às mudanças climáticas. Ele assegurou que o suporte aos produtores do Rio Grande do Sul continuará forte, com suspensão das dívidas vencidas até meados de agosto e a criação de um fundo garantidor para facilitar o acesso ao crédito.

Para o setor de arroz, após reunião recente, Fávaro garantiu que há oferta suficiente para atender à demanda sem a necessidade de leilões, assegurando compromisso do governo com o preço e a distribuição do produto.

Finalizando, Fávaro destacou o compromisso do governo em incluir as proteínas animais na cesta básica como parte da reforma tributária, visando garantir acesso a alimentos saudáveis e de qualidade para toda a população.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Irã acusa Israel pela morte do chefe do Hamas e promete vingança

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Chuvas devastadoras no Rio Grande do Sul ameaçam safra e deixam agricultores em alerta

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA