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Plano Safra 2024/2025 é Insuficiente para Atender Demandas do Setor Agropecuário

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O atraso no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2024/2025 prejudicou o planejamento de tomadores de crédito e instituições financeiras. Embora esse plano seja um mecanismo essencial para incentivar a agropecuária brasileira, os recursos e condições anunciados na última quarta-feira (03/07), em Brasília, foram considerados insuficientes para atender às necessidades do setor.

Segundo Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, a maior parte dos recursos não conta com equalização de taxa de juros, ou seja, o Governo não está ajudando a reduzir o custo do crédito para os produtores rurais. “O ano de 2024 está sendo bastante desafiador e, infelizmente, o Governo não está ajudando em nada o setor”, afirmou Buffon.

Além disso, as normas que regem o crédito agrícola têm sido desatentas às necessidades do setor, criando limitações para a captação de recursos. O decreto 11.688 de 2023, por exemplo, alterou a destinação das glebas públicas federais e transformou reservas legais e Áreas de Preservação Permanente (APP) em floresta tipo B, comumente chamadas de terras devolutas.

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A Resolução do Conselho Monetário Nacional número 5.081, de 2023, também impacta negativamente o setor. Ela proíbe bancos de conceder empréstimos para empreendimentos em imóveis rurais sujeitos a embargos por órgãos ambientais, sejam estaduais ou federais, em todos os biomas. Na prática, essa resolução criou um sistema de checagem falho, excluindo milhares de produtores legalmente conformes do sistema de crédito.

Apesar dos alertas feitos pela Aprosoja Brasil e outras entidades do setor produtivo, até agora não houve soluções práticas. Fica evidente, após meses de tentativas de diálogo, que há uma postura e ações dos Ministérios do Meio Ambiente e da Fazenda que dificultam a concessão de crédito e a regularização fundiária e ambiental, criando tensões desnecessárias e alimentando animosidades com o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Instituto Biológico amplia produção de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina no Brasil

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A sanidade animal segue como um dos pilares estratégicos da pecuária brasileira, especialmente em um cenário de expansão das exportações de carne e leite e aumento das exigências sanitárias internacionais. Nesse contexto, o Instituto Biológico vem ampliando sua atuação na produção nacional de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, reforçando o controle sanitário dos rebanhos em todo o país.

Com apoio da Fundepag, o Laboratório de Inovação em Imunobiológicos do instituto já produziu cerca de 30 milhões de testes diagnósticos desde 2021. Os imunobiológicos abastecem programas sanitários em diferentes regiões do Brasil e são utilizados por médicos-veterinários credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Os kits fazem parte das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, iniciativa coordenada pelo MAPA para monitoramento e controle dessas doenças que impactam diretamente a produtividade pecuária e a saúde pública.

Diagnóstico sanitário fortalece competitividade da pecuária brasileira

A brucelose e a tuberculose bovina estão entre as principais zoonoses monitoradas no país. Além dos prejuízos econômicos causados pela redução da produtividade dos rebanhos, as doenças podem provocar restrições comerciais, limitar o trânsito de animais e comprometer exportações brasileiras de carne e leite.

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Segundo o médico-veterinário e responsável técnico pelo laboratório, Ricardo Spacagna Jordão, a modernização dos processos produtivos tem sido fundamental para ampliar a eficiência dos diagnósticos e garantir maior confiabilidade nos resultados.

“O objetivo é aplicar tecnologias mais avançadas na produção dos imunobiológicos, garantindo maior pureza, rastreabilidade e segurança sanitária nos testes realizados”, explica.

Tecnologia aumenta precisão dos testes diagnósticos

O sistema utilizado pelo laboratório é baseado em proteínas purificadas produzidas a partir de bactérias, permitindo a identificação de animais infectados sem risco de transmissão da doença.

Segundo Jordão, os imunobiológicos simulam uma resposta imunológica semelhante à infecção real, possibilitando detectar se o animal teve contato com o agente infeccioso.

“As proteínas produzidas pelas bactérias simulam a presença da doença no organismo. Com isso, conseguimos identificar animais infectados utilizando apenas proteínas purificadas, sem qualquer capacidade de causar enfermidade”, destaca.

O diagnóstico pode ser realizado tanto por inoculação quanto por exames sorológicos, aumentando a precisão do monitoramento sanitário nos rebanhos bovinos.

Fundepag impulsiona expansão da capacidade produtiva

A parceria com a Fundepag foi decisiva para ampliar a estrutura operacional do laboratório, incluindo investimentos em infraestrutura, manutenção de equipamentos, contratação de profissionais especializados e expansão da produção.

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De acordo com o Instituto Biológico, o suporte técnico e financeiro permitiu fortalecer a capacidade industrial do laboratório e viabilizar o desenvolvimento de novos kits diagnósticos.

“A parceria contribui diretamente para melhorias estruturais, manutenção da operação laboratorial e fortalecimento das atividades técnicas desenvolvidas pelo instituto”, afirma Jordão.

Sanidade animal ganha importância estratégica no agronegócio

O avanço da produção nacional de kits diagnósticos reforça a importância da ciência e da inovação para a sustentabilidade da pecuária brasileira.

Além de reduzir riscos sanitários e fortalecer o controle epidemiológico, o monitoramento eficiente das doenças bovinas contribui para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Especialistas do setor avaliam que investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia laboratorial e biossegurança serão cada vez mais estratégicos para garantir segurança alimentar, ampliar mercados e preservar a credibilidade sanitária da produção pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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