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Plano de retomada do Porto envolve atividades comerciais no Museu do Rio

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Ponto tradicional de Cuiabá, o Museu do Rio Cuiabá “Hid Alfredo Scaff” se tornou um espaço essencial para a retomada do turismo na região do Porto. O prédio histórico é a porta de entrada do Aquário Municipal, que recebe 4 mil visitantes por dia, após gratuidade determinada pelo prefeito Abilio Brunini, atraindo turistas e tornando-se uma referência de lazer para as famílias mato-grossenses.

Além do Aquário Municipal, os visitantes do Museu do Rio têm acesso a exposições fotográficas que retratam a história de Cuiabá, ao artesanato local e podem também degustar receitas tradicionais no restaurante Regionalíssimo.

Para contribuir com a revitalização do Porto, o secretário de Turismo de Cuiabá, Fernando Medeiros estuda criar, um espaço multifuncional que abrigue diversas operações, como bares, restaurantes, estabelecimentos de alimentação, cafeterias, sorveterias, confecções e lojas de artesanato.

O secretário adjunto de Turismo, Gustavo Vandoni, esclareceu que a concessão não implica na cobrança de entrada no aquário, que continuará sendo gratuito, conforme determinação do prefeito Abilio Brunini. Segundo ele, a ideia é permitir que o espaço seja ocupado por operações comerciais e de serviços, com o objetivo de transformar o fluxo de visitantes em desenvolvimento econômico para a região.

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“O plano de retomada é tirar a Secretaria daqui e usar esse espaço para fazer as concessões devidas. O TPU (Termo de Permissão de Uso) já está sendo estudado na Procuradoria. A ideia é atrair turistas que estejam visitando a cidade, consolidando o espaço como um atrativo cultural e gastronômico. A medida poderá ajudar a manter o Museu do Rio e o aquário funcionando, trazendo novos recursos e gerando riqueza tanto para os empresários que montarem suas operações quanto para o próprio município”, afirmou o secretário.

O retorno do movimento no Museu do Rio contou com a parceria da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), da Polícia Militar do Mato Grosso (PMMT), da Secretaria de Cultura, da Secretaria de Ordem Pública e da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb). Trata-se de um esforço integrado da prefeitura para manter o espaço seguro, saudável e gratuito.

#PraCegoVer

O secretário adjunto de Turismo, Gustavo Vandoni gesticula e mostra os atrativos do Museu do Rio. Usa óculos e camisa branca. Abaixo uma galeria de imagens com fotos do local, incluindo peixes do Aquário Municipal.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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