AGRONEGÓCIO

Planejamento pré-plantio é chave para safra mais produtiva e sustentável

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Com o encerramento da safra 2024/25, que deve atingir recorde de 339,6 milhões de toneladas, segundo a Conab, os produtores brasileiros já iniciam o planejamento da próxima temporada. Para repetir o sucesso, é essencial considerar práticas que impactam diretamente o desenvolvimento da cultura antes mesmo de semear.

Segundo Vlader Henrique Cordioli, biólogo e especialista em Boas Práticas Agrícolas na Corteva Agriscience, decisões tomadas nesta fase definem produtividade, rentabilidade e sustentabilidade da lavoura.

Dessecação: controle de plantas invasoras e pragas

O primeiro passo é a dessecação da área, etapa fundamental para eliminar plantas daninhas, tigueras e hospedeiras de pragas e doenças.

“Realizar a dessecação no momento correto garante o controle eficiente das invasoras, facilita a aplicação de defensivos e reduz o risco de seleção de resistência”, explica Cordioli. Além de interromper o ciclo de pragas, a prática contribui para a redução da pressão inicial sobre a nova cultura.

Conheça o histórico da área

Mapear o histórico da área é essencial. Identificar quais plantas invasoras, insetos ou patógenos estiveram presentes em safras anteriores permite planejar a escolha de cultivares ou híbridos e definir estratégias de proteção focadas nos principais desafios da região.

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Manutenção e higiene do maquinário

Máquinas limpas e bem reguladas evitam a dispersão de sementes indesejadas e restos culturais, além de reduzir o risco de transmissão de doenças e pragas. Um maquinário bem cuidado garante uniformidade no plantio, aplicação de insumos e emergência rápida da cultura, aumentando a competitividade da lavoura.

Escolha de sementes certificadas e biotecnologia

Optar por sementes certificadas assegura pureza genética, maior germinação e vigor, reduzindo o risco de introdução de doenças e plantas daninhas. Materiais com biotecnologia, como proteínas inseticidas Bt, ajudam no Manejo Integrado de Pragas (MIP), controlando lagartas desde o início do ciclo e diminuindo a necessidade de defensivos químicos.

O Tratamento de Semente Industrial (TSI) complementa a proteção, prevenindo fungos e bactérias do solo e garantindo um estande inicial uniforme.

Uso estratégico de defensivos

O manejo pré-plantio com herbicidas evita o surgimento de plantas daninhas nos estádios iniciais, reduzindo a necessidade de aplicações posteriores e aumentando a rentabilidade do produtor.

Planejamento é investimento em produtividade e sustentabilidade

Adotar Boas Práticas Agrícolas desde o pré-plantio estabelece as bases para uma safra mais produtiva, rentável e sustentável. Cada decisão antecipada impacta diretamente no desempenho da lavoura, transformando desafios em oportunidades e assegurando resultados consistentes a cada ciclo agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

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Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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