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Planejamento do cultivo de couve-flor permite melhores resultados para os negócios do agricultor

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Pertencente à família das Brássicas, a couve-flor é uma hortaliça de grande importância, principalmente para pequenos e médios produtores, que podem cultivar a espécie em áreas menores durante todo o ano. Mas, para isso, o planejamento do plantio, com antecedência, é fundamental e, também, previne prejuízos ao produtor.

“É importante que este planejamento considere alguns pontos-chaves, como a escolha da área, testes de pH do solo, níveis de nutrientes e sua estrutura, métodos de irrigação e a escolha da cultivar que melhor se adeque ao local e clima da época definida para o plantio”, explica o especialista em Brássicas e Folhosas da Agristar, Silvio Nakagawa.

Outro ponto que merece atenção é o momento de formação das mudas. “A maioria dos produtores utiliza bandejas para a produção de mudas. O ideal é que elas cresçam em substratos ricos em fósforo e balanceados na proporção de uma parte de nitrogênio para uma parte de potássio, a fim de que nasçam plântulas vigorosas”, diz Nakagawa.

Apesar de grande parte da produção se concentrar nas regiões Sul e Sudeste devido às condições climáticas exigidas pela cultura, a adaptação e a melhoria na qualidade de variedades híbridas têm levado o cultivo para áreas antes sem produção e, principalmente, proporcionado aos agricultores uma produção com maior qualidade, mais resistente ao clima e às principais doenças e, consequentemente, trazendo mais rentabilidade e diminuição de perdas. Por isso, a Topseed Premium, linha de sementes profissionais de alta tecnologia da Agristar, investe continuamente no desenvolvimento dos seus produtos e, entre os destaques de seu portfólio, está a couve-flor de inverno Alpina F1, material consolidado no mercado de horticultura há mais de 10 anos, que possui boa tolerância a variações climáticas, folhagem ereta e vigorosa para proteger a cabeça de danos por raios solares, e resistência ao Xanthomonas campestris pv. campestris (Xcc).

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A boa sanidade foliar, assim como a tolerância às oscilações climáticas, são características que destacam esse híbrido entre os produtores de couve-flor, pois garantem mais segurança e estabilidade ao cultivo nas lavouras do país.

“Antigamente, quando as estações do ano eram mais bem definidas, era possível utilizar híbridos ou mesmo variedades com baixa adaptação à variação climática e menor sanidade foliar, pois os invernos eram mais secos e amenos. Porém, com o passar dos anos, tornaram-se comuns chuvas e ondas de calor fora de época, o que gerou a necessidade e demanda por materiais resistentes a essas alterações e ao Xcc”, reforça.

A Alpina é uma variedade versátil. Possui peso e tamanho ideais para comercialização em caixaria e feiras livres, locais onde se exige cabeças maiores. Já para o segmento de embalados, pode-se realizar um plantio mais adensado, resultando em cabeças compactas, ideal para essa finalidade.

Somente em 2020, foram comercializadas pouco mais de 51 mil toneladas nas CEASAS do Brasil, de acordo com dados do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). Atualmente, os principais polos produtores de couve-flor no Brasil se encontram em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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