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Circuito Cria: Inovação e Sustentabilidade na Pecuária Brasileira

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A Casale, empresa de destaque na fabricação de equipamentos para o setor pecuário há 60 anos, participa ativamente do Circuito Cria, uma iniciativa da Scot Consultoria para promover o intercâmbio de boas práticas e experiências no setor. O projeto, iniciado em 7 de outubro no Mato Grosso do Sul, abrange mais de 40 fazendas localizadas nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais, e visa mapear práticas e desafios enfrentados na pecuária de cria no Brasil.

A primeira etapa do Circuito Cria, denominada “Origem da Pecuária”, percorreu mais de 1.000 km, visitando propriedades que priorizam genética avançada, nutrição e manejo com o objetivo de aumentar a eficiência produtiva. Durante a expedição, produtores, especialistas e parceiros se reúnem para discutir temas como reprodução, sanidade, nutrição e manejo. Nessas visitas, a Casale identifica as principais necessidades dos produtores e oferece soluções tecnológicas que buscam aumentar a produtividade e promover a sustentabilidade no setor.

Entre as práticas destacadas estão o uso do programa PAINT, que avalia características genéticas herdáveis dos animais, facilitando a seleção genética e maximizando os resultados econômicos. Outras ações envolvem o manejo de novilhas precoces para antecipação da puberdade, complementado por suplementação proteico-energética durante a seca para que as fêmeas atinjam o peso adequado para a inseminação. A qualidade hídrica foi outro ponto relevante, com a instalação de sistemas de encanamento e bebedouros de concreto, que preservam a higiene e impactam positivamente a saúde, digestão e desempenho reprodutivo dos animais. A integração lavoura-pecuária também foi observada, com o uso de palhada para cobertura do solo, o que reduz a dependência de insumos e aumenta a produtividade de maneira sustentável.

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Jaqueline Casale Pizzolato, diretora comercial da Casale, destacou a importância do projeto para o setor: “Sempre apoiamos o desenvolvimento da pecuária brasileira e é fundamental conhecer de perto a realidade dos produtores. Participar do Circuito Cria nos permite identificar as necessidades do setor e compartilhar soluções que nossas tecnologias oferecem, otimizando a gestão e produtividade nas fazendas. Nosso objetivo é contribuir para o crescimento sustentável da pecuária, unindo inovação com as reais demandas do campo”.

Dividido em três etapas, o Circuito Cria pretende oferecer um panorama completo da pecuária nacional. Ao final do projeto, um diagnóstico será elaborado para que os produtores possam comparar seus resultados com os de outros criadores, gerando insights sobre como aprimorar suas práticas e explorar novas oportunidades de negócio.

“Através do Circuito Cria, reafirmamos nosso compromisso com o produtor rural, levando tecnologia de ponta para garantir sustentabilidade e produtividade na pecuária”, concluiu Jaqueline.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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