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PIB do terceiro trimestre de 2023 indica diferenças importantes entre as regiões

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A 4intelligence, que desenvolve soluções baseadas em análise de dados por meio de algoritmos e inteligência artificial, divulga o seu Relatório Regional sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos estados para o terceiro trimestre de 2023. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicou crescimento de 0,1%, o que configura, na prática, estabilidade econômica. Nesse período, confirmou-se a expectativa de arrefecimento do dinamismo do setor da agropecuária, fruto do esgotamento dos efeitos da safra de soja da primeira metade do ano. Esse fator, principalmente, foi central para explicar a diferença no ritmo de crescimento no período entre as regiões.

O recuo de 3,3% do PIB agro para o total do Brasil, na margem, foi inferior ao esperado e o aumento acumulado no ano é extremamente positivo, de 18,1%. O Sudeste, mesmo com expansão maior que a média nacional no período (0,6%), teve aumento de apenas 2,2% no acumulado dos 12 meses, mesmo índice do Sul. O principal fator para uma performance abaixo das demais foi justamente a menor influência da agropecuária, setor que havia crescido com maior robustez durante o primeiro trimestre de 2023 e não apresentou mais os mesmos avanços.

Ainda no Sudeste, o setor de serviços teve alta de 0,4% e foi mais uma vez impulsionado pelo desempenho do segmento de outros serviços, com 0,7%, que cresceu apesar da recente desaceleração das atividades de transportes, armazenagem e dos Correios. Entre os estados, os destaques no setor de serviços foram São Paulo (0,8%) e Minas Gerais (0,7%), o qual vem se beneficiando em maior escala dos resultados recentes da agropecuária. O bom desempenho também acontece em linha com a resiliência observada no mercado de trabalho e a recuperação significativa da renda no último ano.

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Sul em consonância com o Sudeste

A região Sul experimentou crescimento de 0,3% na transição do segundo para o terceiro trimestre de 2023, superando também a média nacional de 0,1% e ficando logo atrás do Sudeste. Com esse resultado, a região acumula 2,2% nos últimos 12 meses. O setor de serviços (1,1%) é o principal propulsor desse desempenho, impulsionado pela abertura de outros serviços (0,6%), beneficiando-se do mercado de trabalho robusto com a menor taxa de desemprego entre as regiões e indicadores positivos de renda. A crescente demanda por atividades turísticas, especialmente no Paraná, contribuiu para o avanço. O setor industrial teve crescimento de 0,3%, com destaque para Santa Catarina (0,5%). Na indústria de transformação, houve avanço tímido de 2,2%, enquanto a agropecuária registrou recuo discreto de 0,5%, impactada por ciclones extratropicais e desastres climáticos.

Centro-Oeste é destaque no acumulado do ano

No terceiro trimestre de 2023, a região Centro-Oeste conseguiu expansão de 0,2% em sua atividade econômica, em relação ao segundo trimestre. No acumulado de 12 meses, apresenta a maior expansão entre todas, alcançando 5,1%, alinhada ao sólido desempenho da agropecuária nos primeiros meses do ano anterior. A indústria cresceu 0,7%, notabilizando-se o setor de indústria de transformação, com 4,0%, especialmente em Goiás (5,6%) e Mato Grosso do Sul (4,5%). A contração mais expressiva ocorreu no setor agropecuário, com 3,7%, influenciado pelo desempenho negativo em todos os estados, com destaque para Goiás (-5,7%) e Distrito Federal (-5,7%), indicando acomodação do setor após fortes oscilações nos trimestres anteriores. Em serviços, alta de 0,9%, mas a maior progressão setorial ocorreu impulsionada pelo segmento de outros serviços (2,5%).

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Norte e Nordeste foram as únicas regiões em queda

Dessa vez, o Norte apresentou queda de 1,9% em comparação às outras regiões. No entanto, a baixa foi suavizada pelo desempenho do setor de serviços (1,7%). No acumulado de 12 meses, a dilatação da atividade econômica da região foi de 4,5%, ficando atrás apenas do Centro-Oeste. A atividade econômica no Nordeste também teve recuo, mas um pouco menor, de 1,8%, resultado abaixo do registrado em nível nacional (0,1%) e o segundo menor entre as regiões do país, ficando atrás apenas do Norte. No último ano, por sua vez, constata-se expansão de 3,1% na região.

Cenário é de otimismo

Diante das surpresas positivas dos dois primeiros trimestres, mesmo com o fraco desempenho do terceiro trimestre, a projeção de crescimento de 2023 (3,2%) para o PIB foi mantida. Esses números incorporaram o setor agropecuário, que manteve resiliência nesse último período, além do consumo e de um mercado de trabalho pujante. Para 2024, o esperado é o avanço de 1,7% do PIB. A projeção mais modesta reflete, acima de tudo, expectativa de desempenho bem mais fraco do agronegócio e crescimento marginalmente menor de serviços, ainda que este, junto da indústria, deve seguir avançando em 2024.

Fonte: NB Press Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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ExpoBrangus movimenta R$ 12,58 milhões em negócios e reforça força comercial da raça no Brasil

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A ExpoBrangus 2026 encerrou sua programação com resultados históricos e reforçou o protagonismo da raça Brangus no mercado pecuário brasileiro. Considerada a principal exposição da raça no país, a mostra movimentou R$ 12,58 milhões em negócios ao longo do mês de maio, consolidando-se não apenas como vitrine genética, mas também como uma importante plataforma comercial para criadores e investidores.

Ao todo, os 11 leilões realizados durante a programação comercializaram 793 animais, gerando um faturamento de R$ 12.581.191,00 e média geral de R$ 10.748,41 por cabeça.

O desempenho confirma o crescimento da raça e a valorização da genética Brangus no mercado nacional.

ExpoBrangus amplia alcance e fortalece negócios da pecuária

Para o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros, os números alcançados representam um marco na trajetória da exposição.

Segundo ele, a edição de 2026 evidenciou o potencial comercial do evento, ampliando sua relevância para além dos julgamentos e das avaliações técnicas.

“A ExpoBrangus passou a demonstrar de forma concreta a força comercial da raça, tornando-se uma parceira estratégica dos criatórios na promoção de seus leilões e na valorização da genética”, destacou.

Além das atividades realizadas no Parque de Exposições do Sindicato Rural de Uruguaiana (RS), a programação também contou com eventos em outros municípios gaúchos, ampliando o alcance da mostra e fortalecendo a integração da cadeia produtiva.

Recorde de animais inscritos reforça crescimento da raça

A edição deste ano também entrou para a história pelo número de exemplares participantes.

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Foram 474 animais inscritos para os julgamentos realizados entre os dias 17 e 21 de maio, estabelecendo um novo recorde de participação na ExpoBrangus.

O resultado demonstra o avanço dos programas de melhoramento genético e o crescente interesse dos pecuaristas pela raça, reconhecida por características como produtividade, adaptação climática, fertilidade e qualidade de carne.

Leilões de genética impulsionam faturamento

O desempenho financeiro da exposição foi impulsionado por uma ampla oferta de animais de alto valor genético, especialmente fêmeas selecionadas e lotes especiais.

Entre os destaques esteve o remate comemorativo dos 100 anos da Cabanha São Bibiano, de Uruguaiana, que registrou a venda de uma matriz por R$ 153 mil para um comprador de Portugal, evidenciando o interesse internacional pela genética Brangus produzida no Brasil.

Outro destaque foi a Liquidação Rincon del Sarandy, que também integrou a programação comercial da exposição.

Além dos animais, os leilões registraram forte movimentação na comercialização de embriões e material genético.

O remate Sigma/La Sultana apresentou expressiva demanda por embriões, enquanto a tradicional negociação de sêmen promovida pela Renascer, durante a Expoutono, reforçou o interesse do mercado por tecnologias voltadas ao melhoramento genético dos rebanhos.

Mercado sinaliza cenário favorável para a genética bovina

De acordo com o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), Fábio Crespo, os resultados observados durante a ExpoBrangus servem como importante indicador para a próxima temporada de comercialização de genética.

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Segundo ele, tanto a ExpoBrangus quanto a Exposição de Uruguaiana tradicionalmente funcionam como referência para o mercado pecuário nacional, antecipando tendências e oportunidades para os remates da primavera.

O dirigente destaca que o ambiente de negócios registrado neste outono foi especialmente positivo para o segmento de genética bovina.

Brangus ganha espaço e atrai interesse crescente dos pecuaristas

Além dos resultados econômicos, Gabriel Barros ressalta que a exposição reflete o fortalecimento contínuo da raça Brangus no Brasil.

Segundo ele, a crescente presença de criadores, técnicos e investidores nas atividades da mostra demonstra a confiança do setor no potencial produtivo da raça.

“A força do Brangus pode ser percebida não apenas na qualidade dos animais apresentados, mas também no grande público que acompanha os julgamentos e as atividades da exposição”, afirmou.

Com recorde de participação, faturamento expressivo e forte valorização genética, a ExpoBrangus 2026 reafirma sua posição como uma das mais importantes vitrines da pecuária de corte brasileira e um dos principais eventos de negócios da genética bovina no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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