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Fazendas de PR, SP, MG e MT Compõem Grupo de Elite na Primeira Prova de Eficiência Alimentar para Fêmeas Brangus

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As propriedades Brangus Guapiara, de Castro (PR), Brangus Santa Cruz, de Tapejara (PR), GAP Sereno, de Jaciara (MT), Estância Ponche Verde, de Guaraniaçu (PR), Fazenda Cachoeira do Campo, de Serra do Salitre (MG), e VPJ Pecuária, de Mococa (SP), destacaram-se na primeira prova de eficiência alimentar em fêmeas da raça Brangus, integrando o grupo de elite. O teste, promovido pela Associação Brasileira de Brangus (ABB) em parceria com a Central Bela Vista, teve seus resultados apresentados durante um evento no Centro Tecnológico da Central Bela Vista, em Botucatu (SP), que reuniu criadores de diferentes regiões.

Participaram da prova 41 animais, de nove propriedades localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. O objetivo foi selecionar fêmeas de alta eficiência, ou seja, com menor consumo alimentar e maior produtividade, com base no Consumo Alimentar Residual (CAR, kg MS/dia), uma métrica de grande impacto para a pecuária moderna.

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O presidente da ABB, Cacaio Osório, enfatizou a importância dessa iniciativa inovadora, destacando que, com as atuais técnicas de reprodução, a produtividade de uma fêmea de genética superior pode ser amplamente multiplicada. “Assim, uma vaca com genética de destaque deixa uma progênie numerosa e com influência direta na qualidade do rebanho. Até agora, a avaliação se concentrava nos machos, mas é fundamental identificar também as fêmeas que transmitem essas características às futuras gerações”, explicou Osório. Ele acrescentou que a alimentação representa aproximadamente 70% do custo de produção nas propriedades, sendo essencial desenvolver genética que otimize esse gasto, promovendo uma pecuária mais sustentável e lucrativa.

Matheus Henrique Vargas de Oliveira, supervisor de produção e pesquisa da Central Bela Vista, ressaltou a relevância da raça Brangus na pecuária, especialmente por suas características econômicas, que agregam valor ao produtor rural. Ele destacou atributos como a eficiência alimentar, a carcaça – mensurada por ultrassonografia – e a morfologia, que tornam os animais da prova Top Brangus Fêmeas valiosos para o progresso genético nas fazendas. “A raça Brangus é amplamente adequada tanto para cruzamento industrial quanto para criadores de núcleos puros, trazendo ganhos significativos para o setor”, afirmou Oliveira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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