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PIB do Brasil deve crescer 2% em 2026 com apoio do agro e mercado de trabalho resiliente

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A economia brasileira continua demonstrando resiliência mesmo diante de juros elevados e de um cenário internacional marcado por incertezas. O Banco Central revisou para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, elevando a estimativa para 2%.

A revisão reflete o desempenho mais forte da atividade econômica no primeiro trimestre, impulsionado pela produção de commodities e pela resistência do mercado de trabalho.

Agronegócio segue entre os motores da economia

O setor agropecuário continua exercendo papel fundamental no crescimento econômico brasileiro.

A demanda internacional por commodities agrícolas, somada à competitividade do país em produtos como soja, milho, café, carnes e algodão, contribui para sustentar a geração de renda e o saldo comercial positivo.

Além disso, o agro segue atraindo investimentos e fortalecendo diversas cadeias produtivas ligadas à indústria e aos serviços.

Mercado de trabalho ajuda a sustentar consumo

Outro fator importante para o crescimento econômico é o mercado de trabalho.

A taxa de desemprego permanece próxima dos menores níveis históricos, enquanto a renda média dos trabalhadores segue em trajetória de alta.

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Esse movimento fortalece o consumo das famílias, impulsionando setores ligados à alimentação, transporte, comércio e serviços.

Crescimento ainda enfrenta desafios

Apesar do cenário positivo, economistas alertam que o ritmo de expansão poderá desacelerar nos próximos anos.

Juros elevados, riscos fiscais, tensões geopolíticas e possíveis eventos climáticos extremos continuam sendo fatores capazes de afetar a atividade econômica.

Mesmo assim, a expectativa é de que o agronegócio continue desempenhando papel estratégico para sustentar o crescimento brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cevada australiana pode reduzir espaço do milho brasileiro no mercado chinês

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A disputa pelo mercado chinês de grãos para alimentação animal pode ganhar um novo capítulo nos próximos anos. Enquanto as atenções do mercado global seguem voltadas para as safras de milho do Brasil, dos Estados Unidos e da própria China, a retomada da cevada australiana no país asiático surge como um fator capaz de alterar o equilíbrio das importações e influenciar a demanda pelo cereal brasileiro.

A avaliação é de Jardel Oliveira de Paula, gerente comercial do setor, que destaca a normalização das relações comerciais entre Austrália e China como um movimento estratégico para o mercado global de grãos. Com a retirada de barreiras comerciais e a retomada dos embarques, a cevada australiana voltou a ganhar relevância na composição das rações utilizadas pela indústria pecuária chinesa.

Competição direta nas formulações de ração

A principal preocupação para o mercado do milho está na capacidade da cevada de substituir parte do cereal nas formulações de ração animal. A decisão dos fabricantes depende, sobretudo, da relação entre preços, disponibilidade e qualidade dos produtos oferecidos ao mercado.

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Quando a cevada apresenta maior competitividade econômica, sua participação nas dietas animais tende a crescer rapidamente. Por outro lado, em cenários de preços mais elevados ou de menor disponibilidade do grão australiano, o milho volta a ganhar espaço como alternativa mais atrativa para a indústria de nutrição animal.

Esse comportamento torna a disputa entre os dois produtos um dos fatores mais relevantes para a definição da demanda chinesa nos próximos ciclos agrícolas.

China pode reduzir necessidade de importação de milho

A grande questão observada pelo mercado é até que ponto o aumento das compras de cevada australiana poderá reduzir a necessidade de importação de milho pela China.

Embora parte da demanda potencial pelo cereal possa ser substituída, especialistas destacam que o cenário não é automático. Problemas climáticos que afetam a produção agrícola chinesa e limitações na oferta global de cevada de qualidade premium podem manter a necessidade de aquisição dos dois grãos simultaneamente.

Nesse contexto, a China poderá continuar ampliando suas importações totais de matérias-primas para ração, distribuindo a demanda entre milho e cevada de acordo com as condições de mercado.

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Safra 2026/27 exigirá atenção dos exportadores

Para a temporada 2026/27, produtores, tradings e exportadores deverão monitorar não apenas os volumes totais importados pela China, mas também a participação de cada grão nas formulações de ração, nos contratos comerciais e nas estratégias de abastecimento adotadas pelo país.

O comportamento do mercado chinês será determinante para a formação dos fluxos globais de comércio e poderá influenciar diretamente as oportunidades de exportação do milho brasileiro.

Diante desse cenário, acompanhar a evolução da competitividade entre milho e cevada será fundamental para identificar tendências e antecipar movimentos que poderão impactar os preços e a demanda internacional nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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