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Petróleo e biodiesel sustentam preços do óleo de soja e influenciam mercado de farelo, aponta Itaú BBA

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A valorização do petróleo e o avanço das discussões sobre o aumento da mistura de biodiesel ao diesel têm sustentado os preços do óleo de soja e influenciado diretamente o comportamento do farelo. Segundo análise do Itaú BBA, esse cenário deve manter as margens de esmagamento em níveis elevados, com reflexos na dinâmica dos derivados do complexo soja.

Alta do petróleo fortalece demanda por óleos vegetais

A correlação entre o petróleo e os óleos vegetais segue como um dos principais fatores de suporte ao mercado da soja. Com o petróleo em alta, cresce a expectativa de maior demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis.

Esse movimento tem dado sustentação principalmente ao óleo de soja no mercado internacional, ampliando sua valorização. Como consequência, o farelo também é impactado, já que os preços dos derivados estão diretamente ligados às margens de esmagamento.

Discussão sobre aumento do biodiesel ganha força

Atualmente, o percentual obrigatório de mistura de biodiesel ao diesel fóssil no Brasil é de 15%. A elevação para 16% estava prevista para entrar em vigor em 1º de março, mas acabou não sendo implementada.

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Diante da recente alta nos preços do petróleo e do diesel, o setor produtivo passou a defender um aumento ainda maior, para 17%, como forma de reduzir a pressão sobre os combustíveis fósseis e estimular o uso de fontes renováveis.

Margens de esmagamento seguem em patamares elevados

Nos últimos meses, as margens de esmagamento da soja no Brasil e nos Estados Unidos permaneceram elevadas. Esse cenário é resultado da combinação entre preços relativamente mais baixos do grão e a valorização dos derivados, especialmente do óleo.

Com isso, a participação do óleo no valor total do processamento — conhecida como oil share — segue acima da média histórica, reforçando a rentabilidade da indústria.

Safra brasileira amplia competitividade do processamento

No Brasil, além da valorização dos derivados, a ampla oferta de soja durante a safra tem contribuído para aumentar a competitividade do esmagamento doméstico.

A maior disponibilidade de matéria-prima, aliada ao bom desempenho dos preços do óleo, favorece o processamento interno e sustenta as margens do setor.

Perspectivas dependem da energia e do mercado de grãos

Para os próximos meses, a manutenção das margens de esmagamento deve depender principalmente da evolução da demanda por derivados, com destaque para o óleo de soja, e do comportamento dos preços do grão.

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O cenário segue influenciado pela volatilidade nos mercados de energia, especialmente pelo desempenho do petróleo, que continua sendo um fator-chave para a formação de preços no complexo soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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