AGRONEGÓCIO

Pesquisa mostra que 80% dos mineiros têm imagem positiva do agronegócio

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Imagem positiva do agro predomina entre os mineiros

Uma pesquisa realizada pela Quaest, em parceria com o Sistema FAEMG, revelou que 80% da população de Minas Gerais tem uma imagem positiva do setor agropecuário. O agro segue liderando a percepção positiva entre os segmentos econômicos do estado, superando setores como serviços (66%), indústria automobilística (51%), siderurgia (50%) e mineração (39%).

Agro é destaque como principal atividade econômica do estado

Para os mineiros, o agronegócio é a principal atividade econômica de Minas Gerais, sendo citado por 43% dos entrevistados — à frente da mineração, com 24%. Além disso, é considerado o setor que mais contribui para o desenvolvimento (39%) e o melhor para se trabalhar (31%).

Motivos da boa imagem: emprego e qualidade da produção

Entre aqueles que têm uma visão positiva do agro, os principais motivos citados foram:

  • Geração de empregos (24%);
  • Produção de qualidade (24%);
  • Promoção do desenvolvimento (16%).
Cai percepção negativa em relação ao meio ambiente

A pesquisa também identificou uma queda no número de pessoas que associam o setor a impactos ambientais negativos. Entre os 5% que têm uma imagem negativa do agro, apenas 16% apontaram danos ao meio ambiente como motivo — número inferior aos 22% registrados na pesquisa de 2023.

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Produtor rural é visto como trabalhador e honesto

A percepção sobre o produtor rural mineiro também é bastante positiva. Para os entrevistados, ele é:

  • Trabalhador (91%);
  • Honesto (75%).

Outro destaque foi o aumento da participação dos produtores em formações técnicas promovidas pela FAEMG, que saltou de 5% em 2023 para 20% em 2024.

FAEMG destaca reconhecimento da sociedade

Para o presidente da FAEMG, Antônio Salvo, os dados confirmam a valorização crescente do setor:

“O Agro está cada vez mais dedicado a promover uma atividade economicamente forte, que respeita o meio ambiente e valoriza o trabalhador rural. A população já reconhece esses valores e consolidamos a liderança da nossa atividade na percepção dos mineiros.”

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 17 de maio, com 3.504 entrevistas em todas as regiões de Minas Gerais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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