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Etanol de Milho ou de Cana-de-Açúcar: Entenda as Diferenças e Vantagens de Cada Um

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No Brasil, a cana-de-açúcar é a principal matéria-prima utilizada na produção de etanol, mas o milho tem ganhado espaço desde 2012. Embora quimicamente os dois tipos de etanol sejam idênticos, com a mesma fórmula molecular (C2H6O), o processo de produção e os impactos de cada um são significativamente diferentes. Essas diferenças geram variações nos custos de produção, sazonalidade, impactos no preço do biocombustível e na pegada ambiental.

Diferenças no Cultivo e Custo da Matéria-Prima

A cana-de-açúcar é uma cultura semiperene, o que significa que pode ser cortada várias vezes antes de precisar ser replantada, enquanto o milho é uma cultura anual, exigindo plantio todos os anos. Além disso, os custos de produção variam conforme a matéria-prima utilizada. O preço do milho é influenciado pelos preços internacionais do grão, que afetam as cotações internas, enquanto o custo da cana está atrelado aos preços do açúcar no mercado global e ao etanol no mercado doméstico. Esses fatores são regulados por acordos setoriais estabelecidos pelos Conselhos dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol (Consecana).

Outra diferença importante é a necessidade de processamento: a cana-de-açúcar deve ser moída rapidamente após a colheita, dentro de 48 horas, enquanto o milho pode ser armazenado por mais tempo antes de ser processado. Isso resulta em uma produção concentrada de etanol a partir da cana apenas entre abril e novembro, com um período de escassez entre dezembro e março, o que aumenta os preços do biocombustível. Por outro lado, as usinas de etanol de milho têm a flexibilidade de produzir o biocombustível durante todo o ano, usando milho armazenado, o que ajuda a reduzir a volatilidade dos preços.

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Processos Industriais e Produção de Energia

O processo de produção de etanol também difere nas usinas. No caso do milho, o grão precisa ser triturado antes da fermentação, enquanto a cana-de-açúcar é lavada para remover impurezas do solo antes da moagem. Além disso, a energia usada nas usinas é gerada de maneira diferente. Usinas de cana-de-açúcar utilizam o bagaço da própria cana para gerar energia, e o excesso pode ser vendido, gerando uma fonte adicional de receita. Em contraste, as usinas de milho precisam comprar energia, normalmente utilizando cavaco de madeira de eucalipto, o que adiciona um custo extra à produção de etanol.

Qual Etanol é Melhor: Milho ou Cana?

Uma tonelada de milho produz significativamente mais etanol do que uma tonelada de cana. Enquanto uma tonelada de milho pode gerar entre 380 e 410 litros de etanol, uma tonelada de cana produz cerca de 43 litros. No entanto, a produtividade agrícola da cana é muito superior à do milho, o que significa que menos área é necessária para cultivar cana. Em média, 1 hectare de cana pode produzir 6.800 litros de etanol, enquanto 1 hectare de milho produz de 2.300 a 2.500 litros.

Vale ressaltar que o milho é cultivado em duas safras no Brasil, permitindo uma maior utilização da área de cultivo, o que pode reduzir a necessidade de terra para a produção de etanol a partir do milho.

Benefícios Ambientais de Cada Tipo de Etanol

Do ponto de vista ambiental, o etanol de cana tem uma vantagem ligeiramente maior na redução das emissões de gases de efeito estufa. Segundo a análise do ciclo de vida (ACV), que avalia a pegada de carbono desde a produção até a queima do biocombustível, cada unidade de energia gerada pelo etanol de cana reduz, em média, 59,28 gramas de CO2 equivalente por megajoule de energia gerada, enquanto o etanol de milho reduz 57,05 gramas de CO2.

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Além disso, a rastreabilidade da pegada de carbono do etanol de cana é mais eficiente do que a do etanol de milho, já que a cadeia produtiva da cana é mais direta e menos complexa. De acordo com o programa RenovaBio, 88,8% da produção de etanol de cana das usinas certificadas pode ser rastreada e receber créditos de descarbonização, enquanto apenas 60% da produção de etanol de milho se qualifica para o mesmo benefício. Essa diferença é atribuída à maior dificuldade de rastrear a origem do milho, que passa por intermediários como cooperativas e tradings.

Conclusão

Tanto o etanol de milho quanto o de cana têm suas vantagens e desvantagens, dependendo da perspectiva econômica, agrícola e ambiental. O etanol de milho oferece maior flexibilidade na produção e pode ser mais eficiente em termos de volume por tonelada de matéria-prima, mas o etanol de cana se destaca pela sua maior produtividade por hectare e uma pegada de carbono ligeiramente mais baixa. Ambos desempenham um papel crucial no setor de bioenergia brasileiro, e a escolha entre um ou outro depende de diversos fatores, como preço da matéria-prima, condições climáticas e objetivos ambientais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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