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Pesagem Inicial dos Animais no Programa PMGZ Carne

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Nesta semana, foi realizada a pesagem inicial dos exemplares que participarão do Programa de Melhoramento Genético da Carne (PMGZ Carne), uma nova iniciativa da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). O principal objetivo do programa é demonstrar, na prática, como a genética influencia o desempenho dos animais e, consequentemente, a rentabilidade dos criadores.

A pesagem incluiu também a coleta de material genético para análises genômicas, conforme explica Carla Martins, analista técnica de fomento da ABCZ. “Os animais ainda passarão por ultrassonografia de carcaça e abate técnico”, completa.

Nesta primeira fase do programa, 50 animais serão avaliados ao final do período de confinamento, que ocorrerá na unidade da JBS em Uberaba, Minas Gerais, com capacidade para até 10 mil cabeças. Bruno Henrique Ferreira Tomazin, coordenador do confinamento, ressalta: “Após o abate, é comum observar diferenças significativas entre os animais em termos de rendimento e qualidade da carcaça. Animais com genética superior e manejo adequado podem apresentar ganhos notáveis, como até 2 quilos a mais de carne de qualidade, enquanto aqueles com desempenho genético inferior ou menor acabamento de carcaça terão rendimento inferior.”

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Os animais selecionados são todos filhos de touros de puro sangue (PO) da Agropecuária Mafra, que abate cerca de 28 mil cabeças por ano e é parceira do programa. Marcelo Tonello, Diretor de Genética da Mafra, destaca a importância da prova: “A parceria entre a ABCZ e a JBS nos permite avaliar com precisão o impacto da genética no desempenho dos animais ao longo de toda a cadeia produtiva. Identificando os animais por seus pais, podemos medir diretamente como a genética influencia fatores cruciais, como rendimento de carcaça, acabamento e eficiência na terminação. Uma analogia interessante é comparar a genética a um carro de Fórmula 1: pode ter o melhor combustível, mas se não tiver desempenho, não renderá o esperado. Assim, a genética é o motor que, quando bem trabalhado, potencializa os resultados e maximiza o rendimento produtivo.”

Por fim, Carla Martins ressalta que a proposta central do PMGZ Carne, ao exigir que os animais sejam filhos de touros zebuínos PO, é demonstrar na prática o que já é amplamente reconhecido: o uso de touros melhoradores gera um impacto positivo direto na rentabilidade dos criadores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Be8 amplia uso de gordura animal no biodiesel e acelera estratégia de exportação e descarbonização

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A Be8 vem ampliando o uso de gordura animal como matéria-prima para a produção de biodiesel, em um movimento que fortalece sua estratégia de descarbonização, competitividade internacional e diversificação do portfólio energético.

A tendência acompanha o crescimento do uso desse insumo no Brasil e será um dos destaques da participação da companhia na Fenagra 2026, realizada entre 12 e 14 de maio, em São Paulo (SP), no Distrito Anhembi.

Gordura animal ganha espaço na matriz do biodiesel no Brasil

O aumento da participação de gorduras animais na produção de biodiesel está relacionado a fatores econômicos, ambientais e industriais, com destaque para o avanço da economia circular e a redução da pegada de carbono no ciclo de vida do combustível.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o uso de gordura animal como insumo cresceu 32,7% entre 2023 e 2025 na produção de biodiesel no país.

Na Be8, o avanço também foi significativo, com aumento de 15,2% no uso dessa matéria-prima no mesmo período.

Segundo o diretor comercial da empresa, Ricardo Franzen Reckziegel, a soja ainda lidera a produção de biodiesel no Brasil, mas a gordura animal ganha relevância estratégica por ampliar alternativas de suprimento e abrir novas oportunidades de exportação.

Economia circular e menor emissão de carbono impulsionam demanda

O uso de gordura animal na produção de biodiesel aproveita resíduos da indústria de carnes, contribuindo para a redução de desperdícios e para o fortalecimento da cadeia de economia circular no agronegócio e na agroindústria energética.

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Além disso, o biocombustível produzido a partir desse insumo apresenta menor intensidade de carbono ao longo do ciclo de vida, com redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), fator que o posiciona como alternativa relevante diante das metas globais de descarbonização.

Para a Be8, o Brasil possui uma vantagem competitiva ao transformar coprodutos agroindustriais em energia renovável com valor agregado ambiental, econômico e social.

Exportação de biodiesel e presença internacional da Be8

A Be8 também reforça seu posicionamento como exportadora de biodiesel, atividade em que atua desde 2013, com presença consolidada em mercados internacionais.

A participação na Fenagra 2026 é vista pela companhia como estratégica para ampliar conexões comerciais e fortalecer parcerias no setor de energia renovável.

De acordo com o presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella, o evento reúne cadeias produtivas essenciais para o desenvolvimento sustentável e permite avançar simultaneamente em produção de energia e alimentos, com foco em inovação e competitividade.

Diversificação de portfólio acelera transição energética

Além do biodiesel, a Be8 vem ampliando sua atuação em soluções voltadas à transição energética, com destaque para novos projetos industriais e combustíveis de menor impacto ambiental.

Entre os principais desenvolvimentos estão:

Be8 BeVant® e soluções para descarbonização

O biocombustível Be8 BeVant® foi desenvolvido e patenteado pela empresa e já vem sendo utilizado em aplicações industriais e de transporte, com foco na redução de emissões e maior eficiência energética.

Testes realizados em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil na Rota Sustentável COP30 indicaram redução de cerca de 99% das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel convencional, no modelo tanque à roda.

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O produto também foi adotado em iniciativas do setor de transporte de carga e competições automotivas, reforçando seu uso em diferentes aplicações.

Etanol, DDG e glúten vital

Em Passo Fundo (RS), a empresa avança na implantação de uma planta voltada à produção integrada de etanol, DDG e glúten vital, utilizando trigo, triticale e outras culturas como matéria-prima.

A operação deve iniciar até o fim do ano e terá papel estratégico tanto no abastecimento regional de etanol quanto na redução da dependência brasileira de importações de glúten vital.

Captura de CO₂ biogênico

A Be8 também firmou parceria com a Air Liquide Brasil para comercialização de CO₂ biogênico gerado em sua unidade de etanol, ampliando o aproveitamento de subprodutos industriais.

Hidrogênio verde em fase de testes

Outro projeto em desenvolvimento é a estruturação de uma planta-piloto de hidrogênio verde (H2V), com foco no abastecimento de caminhões extrapesados e implantação do primeiro posto dedicado ao combustível no Brasil.

Setor de energia renovável avança com foco em inovação e competitividade

Com a ampliação do uso de matérias-primas alternativas, como a gordura animal, e o desenvolvimento de novas tecnologias, a Be8 reforça sua estratégia de posicionamento no mercado global de energia renovável.

O movimento acompanha a demanda crescente por soluções de baixo carbono e a busca por maior eficiência na utilização de recursos do agronegócio na matriz energética brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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