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Fiagro em Alta: Investimentos no setor agrícola crescem mais de 100% em 2023, ultrapassando R$ 20 bilhões

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Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, mais conhecidos como Fiagro, experimentaram um crescimento notável em 2023, com um aumento de 103% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 21,3 bilhões. Os dados foram divulgados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e mostram que o Fiagro tem crescido em ritmo muito mais acelerado do que outros mercados, como os de renda fixa, renda variável e fundos de investimento, que avançaram apenas 11,2% no mesmo período. Criados em 2021, os Fiagro são divididos em três tipos principais: imobiliário (FIIs), de direitos creditórios (FIDCs) e de participações (FIPs).

O crescimento explosivo do Fiagro sinaliza o interesse cada vez maior dos investidores no setor agrícola e na sua capitalização. Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, destaca que a popularidade dos Fiagro reflete o potencial do agronegócio no Brasil e a diversidade de investimentos que a modalidade permite. “Com a mudança na regulamentação e a criação do Fiagro multimercado, os gestores terão maior liberdade para diversificar o portfólio, incluindo ativos de agtechs, venture capital e outros setores do agronegócio”, explica Galvani, cuja empresa é a primeira plataforma de equity crowdfunding para startups agrícolas no país.

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Segundo Galvani, cada modalidade de Fiagro oferece benefícios únicos para o ecossistema agrícola:

  • Fiagro-FII: investimentos em ativos como terras e propriedades imobiliárias rurais;
  • Fiagro-FIDC: facilita o adiantamento de recursos para produtores rurais, garantindo a saúde financeira antes da venda da safra;
  • Fiagro-FIP: permite que investidores se tornem sócios das empresas e participem das decisões e resultados.

A previsão é que, no segundo semestre de 2024, a CVM lance uma regulamentação definitiva para o Fiagro multimercado, abrindo caminho para uma maior diversificação do agronegócio. “Com essa mudança, é esperado um aumento significativo nos recursos e nos ganhos para o setor, pois investidores terão acesso a uma variedade mais ampla de ativos agrícolas”, diz Galvani.

Para os investidores, os Fiagro representam uma oportunidade de exposição ao setor agroindustrial brasileiro, com uma diversificação mais abrangente da carteira de investimentos e potencial para retornos financeiros significativos. “A chegada do Fiagro multimercado vai aumentar ainda mais as oportunidades no setor agrícola, beneficiando tanto quem está dentro como fora das porteiras”, conclui Galvani.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços da banana caem 4,89% nas Ceasas do Brasil, aponta Conab; hortaliças também registram recuo em maio

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Os preços da banana e de outras frutas e hortaliças registraram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em maio, segundo a nova edição do boletim hortigranjeiro divulgado pela Conab no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

De acordo com o levantamento, a banana apresentou recuo médio de 4,89%, enquanto a alface caiu 1,94% em relação a abril. A maçã também manteve tendência de baixa, com redução de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados.

Oferta elevada pressiona preços da banana e da maçã

A queda no preço da banana foi influenciada principalmente pelas boas condições de produção, especialmente da variedade nanica, o que elevou a oferta e melhorou a qualidade do produto no atacado.

Na Ceasa Campinas, por exemplo, as cotações recuaram 13,27% em relação a abril. Já em Fortaleza (CE), houve comportamento contrário, com alta média de 6%, refletindo demanda regional específica.

No caso da maçã, o movimento de queda foi mais intenso no Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços recuaram 12,65%.

Melancia e laranja têm comportamento misto no mercado

Apesar de leve alta na média geral, a melancia apresentou queda de preços em cerca de 70% das Ceasas analisadas. O aumento mais expressivo ocorreu no Rio de Janeiro, impulsionado pela maior participação de minimelancias no mercado.

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Já a laranja teve alta média de 1,42%, influenciada por estoques moderados e redução da demanda externa. Ainda assim, houve quedas relevantes em praças como São Paulo (-10,93%) e São José (SC), com -10,03%.

Mamão registra maior alta entre as frutas

Entre as frutas monitoradas, o mamão apresentou o maior aumento médio, com alta de 7,49%. A redução da oferta da variedade formosa e a menor produção no sul da Bahia e norte do Espírito Santo contribuíram para o movimento de alta.

Hortaliças seguem com forte oscilação no atacado

No segmento de hortaliças, a alface registrou queda generalizada, com recuos mais expressivos em Belo Horizonte (-27,98%), Vitória (-25,71%) e Rio de Janeiro (-25,20%). A retração da demanda no inverno e a queda de 10,8% na oferta explicam o movimento.

A cenoura apresentou estabilidade, com leve queda de 0,63%, enquanto a cebola manteve tendência de alta pelo terceiro mês consecutivo, avançando 12,53%, influenciada pela menor oferta, especialmente de Santa Catarina.

O tomate também subiu, com alta média de 19,85%, refletindo o controle de oferta por parte dos produtores e a influência das temperaturas mais baixas sobre a maturação.

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Batata tem forte alta e lidera variações entre hortaliças

A batata registrou a maior alta entre todos os produtos analisados, com aumento médio de 57,95% nas Ceasas. O movimento foi impulsionado pelo fim da safra das águas e pela entrada ainda limitada da safra de inverno.

Minas Gerais, principal estado produtor, teve alta de 84,44%, enquanto Santa Catarina foi a única região com leve recuo.

Exportações de frutas crescem 14,1% em 2026

O boletim da Conab também aponta crescimento nas exportações do setor hortifrutícola. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 555,77 mil toneladas, com faturamento de US$ 663,4 milhões, alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025.

O desempenho foi puxado principalmente por frutas como maçã, manga, melão, melancia, abacate e pêssego.

Clima e El Niño influenciam produção e abastecimento

A edição também traz análise sobre os impactos do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas na produção de frutas e hortaliças, destacando efeitos regionais e orientações técnicas para produtores diante da instabilidade climática e da pressão sobre o abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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