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Perspectivas otimistas para os preços do açúcar no início de 2024

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Após um declínio acentuado no final de 2023, o mercado internacional do açúcar demonstrou sinais de recuperação desde a virada do ano, indicando uma tendência de estabilidade nos primeiros meses de 2024. Em Nova York, o contrato líder de açúcar bruto chegou a testar os 20 centavos de dólar por libra-peso em dezembro, mas encontrou um ponto de sustentação, iniciando uma trajetória ascendente e, atualmente, opera acima dos 21 centavos.

Maurício Muruci, analista da Consultoria SAFRAS & Mercado, destacou que as oscilações no mercado de açúcar têm sido mais impactadas pelas dinâmicas do mercado financeiro nos últimos movimentos. “O final do ano é tradicionalmente um período em que os especuladores liquidam posições compradas, realizam lucros e buscam encerrar o ano com saldos positivos. No entanto, grande parte dessas posições já foi coberta, fortalecendo os futuros, que devem manter esse ímpeto no primeiro trimestre e possivelmente ampliar os ganhos no segundo”, explicou Muruci.

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Um fator adicional que promete sustentar o mercado de açúcar no início de 2024 é a previsão de queda nas taxas de juros nos Estados Unidos. Essa perspectiva tornará os investimentos em renda fixa menos atrativos, abrindo espaço para a renda variável, onde se incluem os derivativos agrícolas, incluindo o açúcar. Espera-se que fundos de investimento e especuladores intensifiquem seu interesse nesse cenário.

Produção global de açúcar deve crescer em 2023/24

A produção global de açúcar está projetada para atingir 183,461 milhões de toneladas na temporada 2023/24, representando um aumento significativo em relação às 175,307 milhões de toneladas registradas em 2022/23, um acréscimo de 4,65%, de acordo com as estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA prevê que a demanda global pelo adoçante alcance 178,431 milhões de toneladas em 2023/24, superando as 176,380 milhões de toneladas estimadas para 2022/23, um aumento de 1,16%.

Consequentemente, o mercado internacional de açúcar deverá enfrentar um excedente de oferta de 5,03 milhões de toneladas em 2023/24, contrastando com o déficit de 1,073 milhão de toneladas registrado em 2022/23. O crescimento da produção acima das expectativas no Brasil e na Índia deverá mais do que compensar as reduções previstas nas safras da Tailândia e do Paquistão em 2023/24, conforme apontado pelo USDA.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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