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Perspectivas do Mercado Global de Laticínios: Rabobank Anuncia Crescimento na Demanda

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O Rabobank recentemente divulgou seu estudo abrangente sobre o mercado global de laticínios, denominado “Global Dairy Quarterly Q1 2024”. O relatório destaca as sete principais nações exportadoras: União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai.

No primeiro trimestre de 2024, a produção global de leite enfrenta desafios, com preços mais baixos nas fazendas e condições climáticas adversas afetando as margens dos produtores. Antecipa-se uma redução de aproximadamente 1% na produção de leite em comparação com o mesmo período de 2023.

O setor de laticínios brasileiro é impactado por altas temperaturas e chuvas abaixo da média, prejudicando tanto o bem-estar animal quanto a produção de leite. Segundo a NOAA, o El Niño está enfraquecendo, dando lugar a um estágio neutro de abril a junho, enquanto a probabilidade de um evento La Niña aumenta para junho-agosto de 2024.

Apesar dos desafios, a demanda por laticínios está em crescimento, impulsionada por preços mais acessíveis e um mercado de trabalho robusto. Após um desempenho inferior em grande parte de 2023, as vendas de laticínios começaram a se recuperar no final do ano passado, prevendo-se um aumento contínuo ao longo do primeiro semestre de 2024.

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Os preços do leite na fazenda, após atingirem uma baixa em outubro de 2023, estão se preparando para uma recuperação. Com importações competitivas devido ao aumento dos preços domésticos e uma moeda local estável em relação ao dólar, a expectativa é de uma recuperação nos preços do leite no primeiro trimestre de 2024.

Em relação aos custos de produção, prevê-se que permaneçam favoráveis no primeiro semestre de 2024. A demanda mais moderada da China contribuirá para manter os preços do milho em níveis mais baixos, enquanto os preços do farelo de soja podem sofrer quedas. Globalmente, as margens dos produtores tendem a melhorar no primeiro semestre, impulsionadas por maiores preços do leite, normalização climática e custos de ração mais baixos. As projeções indicam uma produção de leite em 2024, 0,5% acima dos níveis de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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