AGRONEGÓCIO

Perfis de produtores rurais brasileiros: como características influenciam decisões de investimento

Publicado em

Sete perfis de produtores rurais no Brasil

O comportamento de compra dos produtores rurais brasileiros é influenciado por múltiplos fatores, como sistema produtivo, idade, prioridade em sustentabilidade e adoção de tecnologia. Além disso, a estratégia de investimento — seja para aumentar produtividade ou expandir operações — molda a forma como agricultores e pecuaristas avaliam novas soluções.

O estudo The Pulse of Farmers, do Boston Consulting Group (BCG), identificou sete perfis principais:

  • Agricultores:
    • Performance-First: jovens, tecnológicos e focados em resultados.
    • Steady-Hand Explorer: experientes, pragmáticos e orientados à confiabilidade.
    • Hassle-Free: mais velhos, priorizam conforto e simplicidade.
  • Pecuaristas:
    • Smart-Ranch Ops: orientados à tecnologia e à eficiência.
    • Produtores de sistemas mistos ou sustentáveis:
    • Legacy & Trust: tradicionais e confiáveis.
    • Future-Fit: conciliam eficiência e sustentabilidade.
    • Eco-Vision: empreendedores, voltados à expansão sustentável e inovação.
Distribuição populacional dos perfis no Brasil

No cenário brasileiro, os agricultores Hassle-Free representam o grupo mais numeroso, com 29% da amostra. Entre os pecuaristas, o perfil Legacy & Trust responde por 28%. Produtores jovens e tecnológicos, como Performance-First, somam 11%, enquanto Smart-Ranch Ops corresponde a apenas 3%. Os perfis voltados à sustentabilidade, Future-Fit e Eco-Vision, totalizam 16%, mostrando uma parcela menor, porém crescente, de produtores preocupados com eficiência e responsabilidade ambiental.

Leia Também:  Festival em Minas Gerais celebra a nova geração do café com competições inéditas e experiências sensoriais
Características que orientam decisões de investimento

Cada perfil apresenta prioridades distintas na hora de investir:

  • Performance-First: eficiência e lucro.
  • Steady-Hand Explorer: confiabilidade e custo acessível.
  • Hassle-Free: simplicidade e conforto.
  • Smart-Ranch Ops: versatilidade e conveniência.
  • Legacy & Trust: tradição e confiança.
  • Future-Fit: equilíbrio entre resultados e sustentabilidade.
  • Eco-Vision: inovação e reconhecimento no mercado.

Compreender essas diferenças é fundamental para que empresas do agronegócio desenvolvam estratégias comerciais e tecnológicas alinhadas às necessidades específicas de cada produtor, potencializando o sucesso de produtos e serviços no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

Published

on

A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

Leia Também:  Corteva lança tecnologia Protector® para sorgo com tolerância ao pulgão-amarelo no Brasil

O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

Leia Também:  Secretária municipal de Saúde discute obra do Centro Médico Infantil na ALMT

Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA