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Festival em Minas Gerais celebra a nova geração do café com competições inéditas e experiências sensoriais

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De 1º a 4 de maio, o município de Andradas, em Minas Gerais, sediará a terceira edição do Andradas Café Festival, evento que promete movimentar a região com uma programação inteiramente gratuita dedicada a profissionais e entusiastas dos cafés especiais. Com o tema “A Nova Geração do Café”, o festival oferece experiências imersivas, palestras, degustações e três competições que destacam os talentos envolvidos em todas as etapas da cadeia produtiva do café.

Valorização da cadeia produtiva

O caminho do café até a xícara dos consumidores é longo e exige a atuação especializada de diversos profissionais, desde o cultivo na lavoura até o processamento e a torra dos grãos. O Andradas Café Festival busca valorizar cada elo dessa cadeia, promovendo competições e conteúdos que premiam os melhores representantes de cada etapa, reforçando a importância de um trabalho conjunto para a excelência do produto final.

Campeonato Regional de Torra

A marca Atilla estará novamente presente no evento com a realização do Campeonato Regional de Torra, coordenado pelo professor Leandro Paiva. A competição acontece de 2 a 4 de maio e tem como objetivo estimular o desenvolvimento da cadeia de cafés especiais, além de valorizar produtores e profissionais do setor.

Vinte competidores, já previamente inscritos, irão disputar a melhor torra do café especial disponibilizado pela organização, obedecendo às regras estabelecidas. O vencedor receberá 20 quilos do café utilizado na competição, um troféu e uma vaga na final do campeonato Torrefação do Ano Brasil, promovido pela Atilla durante a Semana Internacional do Café (SIC), em novembro, em Belo Horizonte. As inscrições para esta edição já estão encerradas, mas o público poderá acompanhar as disputas ao vivo e torcer pelos participantes.

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Desafio Koar

Outra atração é o aguardado Desafio Koar, competição baseada no método de preparo de café coado criado em Pernambuco, que utiliza filtro de cerâmica ou acrílico com sulcos em forma de onda, resultando em uma bebida de corpo marcante, doçura acentuada e baixa acidez.

Os participantes, que se inscreveram previamente via Sympla, receberam um Kit Competidor contendo um porta-filtro Koar de acrílico, um pacote de 250 gramas do café oficial do evento e filtros de papel para treinamento. A competição será realizada em etapas eliminatórias, onde, a cada bateria, o competidor que apresentar a melhor extração avança para a próxima fase. O campeão receberá como prêmio um Koar de cerâmica, suporte de acrílico, pacote de filtros de papel e um decanter. A coordenação do desafio ficará a cargo do especialista em cafés Paulo Rica.

Desafio Cup Tasters

O Desafio Cup Tasters também integra a programação e é aberto a profissionais de diferentes segmentos da área do café, independentemente de formação ou experiência prévia. A prova consiste em oito minutos para identificar, em oito grupos de três xícaras, a bebida que difere das demais em cada conjunto — seguindo o modelo do campeonato nacional.

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A taxa de inscrição será revertida em apoio ao atual Campeão Nacional de Cup Tasters, Bruno Megda, que coordenará a competição e representará o Brasil no Campeonato Mundial da categoria, em junho, na cidade de Genebra, na Suíça. Vale lembrar que, em 2024, o Brasil conquistou o título inédito de campeão mundial com o barista Dionathan Almeida.

Apresentação e cobertura

A condução das competições ficará por conta das jornalistas e especialistas em café Mariana Proença e Natália Camoleze, que garantirão ao público uma experiência completa de informação e entretenimento durante o festival.

Inscrição via Sympla

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar em queda cria oportunidade para empresas reduzirem custos e fortalecerem estratégia cambial

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A recente queda do dólar frente ao real abriu uma nova janela estratégica para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, especialmente importadoras e indústrias dependentes de insumos internacionais. Com a moeda americana em patamares mais baixos ao longo de 2026, especialistas avaliam que o momento favorece redução de custos, renegociação de contratos e fortalecimento da gestão cambial.

Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial brasileiro acumulou superávit de US$ 16,7 bilhões até março de 2026, impulsionado principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pelo diferencial de juros no Brasil. O cenário contribui para a valorização do real e altera diretamente o planejamento financeiro das empresas.

Real valorizado reduz custos e amplia margens operacionais

A queda do dólar tem impacto imediato sobre empresas que dependem de matérias-primas, equipamentos e produtos importados. Com a moeda americana mais barata, custos operacionais diminuem e as margens podem ganhar fôlego em diversos segmentos da economia.

Segundo Thiago Oliveira, CEO da Saygo, holding especializada em comércio exterior, câmbio e tecnologia, o cenário deve ser interpretado de forma estratégica pelas companhias.

“O dólar mais baixo não é apenas uma oportunidade de economizar. É um momento de reorganizar contratos, revisar fornecedores e estruturar uma política cambial mais inteligente”, afirma.

Além do ganho operacional, o movimento também influencia decisões relacionadas à expansão internacional, investimentos e formação de estoque.

Exportadores precisam redobrar atenção com receitas em dólar

Se por um lado a valorização do real beneficia importadores, por outro pressiona empresas exportadoras, que passam a converter receitas em dólar por valores menores em reais.

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O efeito pode comprometer competitividade e rentabilidade, especialmente em setores altamente dependentes das exportações.

Para o especialista, um dos erros mais comuns ainda é tratar o câmbio apenas como uma oportunidade momentânea.

“O erro mais comum é tratar o câmbio como algo pontual. Empresas aproveitam a cotação do dia, mas não constroem uma estratégia. Quando o ciclo vira, o impacto vem direto no caixa”, alerta Oliveira.

Empresas ampliam uso de hedge e gestão cambial

Com maior volatilidade global e influência crescente de fatores externos, empresas brasileiras vêm fortalecendo mecanismos de proteção financeira para reduzir exposição às oscilações cambiais.

Ferramentas como hedge, contratos a termo e diversificação de moedas ganham espaço nas estratégias corporativas, principalmente diante das incertezas envolvendo política monetária nos Estados Unidos, fluxo global de capitais e tensões comerciais internacionais.

Especialistas defendem que a gestão cambial deixe de ser tratada apenas como um custo operacional e passe a integrar o planejamento financeiro das empresas.

Cinco estratégias para aproveitar o dólar em baixa

Diante do cenário atual, especialistas apontam medidas que podem ajudar empresas a aproveitar o momento sem ampliar riscos financeiros:

  • Antecipação de importações: Com custos menores, empresas podem antecipar compras externas e formar estoques estratégicos a preços mais competitivos.
  • Revisão de contratos internacionais: A renegociação de contratos em dólar pode gerar redução relevante de despesas, principalmente em acordos recorrentes ou de longo prazo.
  • Proteção cambial: Mesmo com o dólar em queda, operações de hedge seguem fundamentais para reduzir exposição a futuras oscilações da moeda.
  • Diversificação de moedas: Ampliar operações para moedas como euro ajuda a reduzir dependência exclusiva do dólar e diminui vulnerabilidades cambiais.
  • Integração do câmbio ao planejamento financeiro: O acompanhamento contínuo do mercado cambial e o uso de tecnologia para projeção de cenários aumentam a previsibilidade e fortalecem a tomada de decisão.
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Gestão estratégica ganha protagonismo em cenário volátil

Para especialistas, empresas que transformam o câmbio em parte da estratégia corporativa tendem a atravessar períodos de volatilidade com maior estabilidade financeira.

“Não se trata de prever o dólar, mas de se preparar para qualquer direção que ele tome. Quem tem método não depende da sorte”, afirma Oliveira.

Além de reduzir custos financeiros e logísticos, o dólar mais baixo pode fortalecer a competitividade de empresas brasileiras no mercado interno. Ainda assim, analistas reforçam que o atual cenário cambial é cíclico e exige cautela.

“A vantagem existe, mas ela é temporária. O câmbio é cíclico. Empresas que usam esse período para estruturar processos saem fortalecidas. As que apenas aproveitam o preço do dia continuam vulneráveis”, conclui o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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