AGRONEGÓCIO

Perdas nas lavouras de trigo em Campo Mourão (PR) podem chegar a 60% devido à seca

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A estiagem prolongada que assola os municípios da região de Campo Mourão, no Paraná, está causando sérios prejuízos às lavouras de trigo, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do estado. Paulo Borges, agente técnico do órgão, descreve a situação como crítica, destacando que a região não registra chuvas significativas há cerca de quinze dias. A última precipitação relevante ocorreu em torno do dia 10, mas com apenas 10 mm de chuva, o que foi insuficiente para amenizar os danos. Antes disso, a área já havia enfrentado um período de 40 dias sem chuvas expressivas.

Até o momento, a colheita foi realizada em apenas 4% a 5% da área total plantada, que corresponde a 105 mil hectares. As perdas de produtividade são estimadas entre 50% e 60%. “Inicialmente, esperávamos colher 2.800 quilos por hectare, mas, até agora, alguns produtores estão conseguindo apenas 1.500, 1.100 quilos por hectare. A tendência é que a situação piore”, lamenta Borges, que prevê perdas ainda maiores em algumas áreas, podendo chegar a 70%.

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A previsão meteorológica indica a possibilidade de chuvas para sexta e sábado, com acumulados em torno de 30 mm, mas as chances de que isso ocorra estão em 50%, conforme alerta Borges. Após esse período, a previsão é de mais 10 dias de tempo seco, o que agrava ainda mais a situação das lavouras. “As perspectivas não são animadoras”, reforça o técnico.

Atualmente, as lavouras estão em diferentes fases de desenvolvimento: 20% em floração, 60% em frutificação e 20% em maturação. Borges destaca que, caso as chuvas se confirmem, haverá algum alívio para as plantas em floração, mas alerta que os 30 mm previstos serão insuficientes para causar um impacto significativo na produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Modernização do agro eleva demanda por energia elétrica no Tocantins e exige infraestrutura mais robusta no campo

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A modernização do agronegócio tem ampliado de forma significativa a demanda por energia elétrica no campo, tornando o insumo um dos pilares da produção rural contemporânea. No Tocantins, a expansão das atividades agrícolas intensivas reforça a necessidade de uma infraestrutura energética mais estável, eficiente e compatível com o avanço tecnológico no setor.

Sistemas de irrigação, armazenagem, secagem de grãos, automação e conectividade passaram a integrar o dia a dia das propriedades, elevando a dependência da energia elétrica e transformando sua gestão em fator estratégico para a competitividade do agro.

Energia elétrica se torna insumo estratégico na produção rural

Com a adoção crescente de tecnologias no campo, a energia elétrica deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar papel central nas operações agrícolas.

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, destaca que a evolução do setor está diretamente ligada à capacidade de investimento em inovação e infraestrutura.

“O crescimento do agro tocantinense está diretamente ligado à capacidade de investir em tecnologia, eficiência e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa transformação”, afirma.

Consumo energético cresce com irrigação e agroindustrialização

O aumento do uso de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e agroindústrias tem alterado o padrão de consumo energético no meio rural, tornando a demanda mais contínua ao longo do ano.

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Segundo a concessionária Energisa Tocantins, o fornecimento de energia no estado cresceu 163% na última década, acompanhando a expansão econômica e a interiorização das atividades produtivas.

Autoleitura ganha espaço entre produtores rurais

Além da expansão da oferta de energia, cresce também a preocupação com a gestão do consumo dentro das propriedades rurais.

Uma das ferramentas que vem ganhando adesão é a autoleitura, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite ao próprio consumidor informar mensalmente a leitura do medidor.

A prática ajuda a reduzir distorções na cobrança e permite maior controle do consumo, especialmente em áreas rurais onde a leitura presencial ocorre, em média, a cada três meses.

De acordo com dados da Energisa Tocantins, mais de 160 mil autoleituras foram registradas em 2025, número 25,15% superior ao ano anterior. A expectativa é ultrapassar 200 mil registros em 2026.

Planejamento energético acompanha expansão do agro

Para a concessionária, o perfil de consumo no campo vem se tornando mais constante e menos sazonal, impulsionado pela mecanização, irrigação e avanço da agroindustrialização.

O diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, destaca a importância do planejamento conjunto entre setor elétrico e produtores.

“Observamos um consumo mais contínuo e menos sazonal, impulsionado pelo crescimento da irrigação, da agroindustrialização e pela adoção de novas tecnologias nas propriedades rurais”, afirma.

Segundo ele, o diálogo com entidades do setor produtivo é fundamental para antecipar demandas e estruturar investimentos em infraestrutura.

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Energia integra planejamento estratégico das propriedades

Para lideranças do setor produtivo, a energia elétrica passou a ser um componente essencial do planejamento rural, diretamente ligado à eficiência e à expansão da produção.

Caroline Barcellos reforça que o avanço do agro depende da capacidade de adaptação da infraestrutura.

“O agro tocantinense tem mostrado sua capacidade de crescimento e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa evolução”, conclui.

Perspectivas apontam para maior integração entre energia e agronegócio

A tendência é que a demanda por energia elétrica no campo continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a digitalização e a intensificação produtiva do agronegócio.

Nesse cenário, a integração entre produtores, entidades representativas e concessionárias será determinante para garantir segurança energética, eficiência operacional e suporte ao desenvolvimento do setor no Tocantins.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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