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Mercado de Trigo no Brasil Mantém Preços Firmes e Perspectiva de Altas

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Os preços do trigo no Brasil registram uma alta de cerca de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o analista Elcio Bento, da Safras & Mercado, o movimento no mercado interno é lento, mas as cotações permanecem firmes, com espaço para novas elevações devido à paridade de importação.

Atualização dos Preços Mínimos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a atualização dos preços mínimos para o trigo em grãos e em semente da safra 2024/2025. Fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores são usados como referência nas operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que visa assegurar uma remuneração mínima aos produtores rurais.

Os preços mínimos para o trigo em grãos foram reajustados em todas as três regiões produtoras do país: Sul (-10,55%), Sudeste (-11,55%) e Centro-Oeste/Bahia (-15,75%). Os valores variam entre R$ 33,49 e R$ 84,63 por saca de 60 kg, válidos de julho deste ano até junho de 2025.

Elcio Bento lembra que este ajuste era esperado. “No ciclo anterior, com a invasão russa à Ucrânia elevando os preços e custos de produção do cereal, o governo elevou o preço de referência para intervenções em 10,8%. No Sul, por exemplo, o preço mínimo subiu de R$ 1.320/tonelada para R$ 1.420/tonelada”, explica.

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Com a estabilização das incertezas relacionadas à guerra, os preços e custos diminuíram. “Mesmo com intervenções governamentais através de leilões de PEP e PEPRO, os preços de mercado só superaram os mínimos no final de maio de 2024”, comenta Bento. Agora, o preço de referência no Sul é de R$ 1.308,50/tonelada, refletindo a alta dos preços internacionais, que já superam os do ano passado em 5%.

Avanços no Plantio

O plantio de trigo no Brasil avançou para 35,8% da área estimada para a temporada 2023/24, abrangendo os estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul, que representam 99,9% do total. Na semana anterior, a semeadura estava em 29,6%, enquanto no mesmo período do ano passado, o número era de 40,9%.

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral) informou que o plantio atingiu 73% da área estimada de 1,139 milhão de hectares, 19% abaixo dos 1,415 milhão de hectares cultivados em 2023. No entanto, a produção esperada é de 3,795 milhões de toneladas, 4% acima das 3,643 milhões de toneladas colhidas na safra anterior. A produtividade média é estimada em 3.331 quilos por hectare.

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Cenário Internacional

Na Argentina, a intenção de plantio de trigo para a safra 2024/25 foi ajustada para 6,108 milhões de hectares, com uma produção projetada em 18,054 milhões de toneladas, representando uma alta de 13% em relação ao ano passado. O plantio atinge 25,7% da área prevista, com avanços significativos na última semana.

Na Rússia, a consultoria agrícola Sovecon projeta uma safra de trigo de 80,7 milhões de toneladas para este ano, uma redução em relação à previsão anterior de 82,1 milhões de toneladas, devido a geadas severas.

O cenário de preços firmes e o avanço no plantio indicam uma dinâmica complexa para o mercado de trigo, com influências significativas das condições climáticas e das políticas de preços mínimos. O Brasil segue atento às variações do mercado internacional e às condições internas para garantir uma produção sustentável e competitiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab reduz safra, aponta avanço do etanol e mercado prevê mais açúcar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu para 705,2 milhões de toneladas a estimativa da safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27. O volume é 3,9 milhões de toneladas inferior ao previsto em abril, mas ainda representa crescimento de 4,7% em relação ao ciclo passado.

O segundo levantamento, divulgado nesta quinta-feira (20.08), também reforçou a expectativa de maior direcionamento da matéria-prima ao etanol. A produção brasileira de açúcar foi estimada em 42,89 milhões de toneladas, enquanto a fabricação total de etanol deverá alcançar o recorde de 41,88 bilhões de litros.

Os novos números mostram uma mudança em relação à primeira estimativa. Em abril, a Conab previa uma colheita de 709,1 milhões de toneladas de cana e uma produção de 43,95 milhões de toneladas de açúcar. A projeção para o adoçante, portanto, foi reduzida em 1,06 milhão de toneladas.

A área destinada à colheita deverá alcançar 9,1 milhões de hectares, expansão de 1,1%. A produtividade média foi calculada em 77,9 toneladas por hectare, aumento de 3,6% sobre a temporada anterior. Segundo a Conab, as condições climáticas registradas desde o início do ciclo favoreceram o desenvolvimento dos canaviais.

A produção de açúcar deverá cair 2,9% em relação à safra passada. Para a Conab, o mercado mais favorável ao etanol deverá levar as usinas a destinar uma parcela maior da cana à fabricação do biocombustível.

Essa avaliação difere das projeções apresentadas pela Hedgepoint Global Markets. A consultoria calcula que as usinas do Centro-Sul poderão elevar para 47,7% a parcela da cana destinada ao açúcar ainda na safra 2026/27, acima dos 47,3% previstos anteriormente. O chamado mix açucareiro indica quanto da matéria-prima processada é direcionado ao adoçante, em vez do etanol.

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A diferença não significa necessariamente que uma das estimativas esteja errada. A Conab calcula a produção de todo o Brasil, enquanto a Hedgepoint analisa principalmente o Centro-Sul e trabalha com cenários de mercado sujeitos a mudanças de preços, clima e decisões das usinas ao longo da moagem.

Para a safra 2027/28, a Hedgepoint estima que o Centro-Sul poderá processar 655 milhões de toneladas de cana, incluindo 5 milhões de toneladas que poderão permanecer nos campos ao fim do ciclo atual. Com um mix de 50% para o açúcar, a região produziria aproximadamente 43 milhões de toneladas do produto.

A consultoria avalia que o aumento da oferta brasileira será suficiente para compensar perdas em importantes países produtores. A previsão considera quedas de 20% na Tailândia, 15% no México e na Europa, 10% em Guatemala e El Salvador, 3% na Índia e 2% nos Estados Unidos.

Mesmo diante dessas reduções, a Hedgepoint projeta um superávit mundial de açúcar de 3 milhões de toneladas no ciclo 2026/27. A estimativa contraria parte das consultorias privadas, que passou a prever déficit devido aos possíveis efeitos do El Niño sobre Índia, Tailândia, México e América Central.

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Em um cenário mais desfavorável, com o mix açucareiro do Centro-Sul limitado a 47,1%, a oferta brasileira seria reduzida em cerca de 500 mil toneladas. Se a Índia também importar 1 milhão de toneladas, o excedente mundial cairia pela metade, mas ainda alcançaria 1,5 milhão de toneladas.

No mercado de etanol, a Conab elevou a previsão total em 1,19 bilhão de litros frente ao levantamento de abril. A produção a partir da cana deverá alcançar 29,98 bilhões de litros, alta de 9,7%. Desse volume, 19,6 bilhões serão de etanol hidratado, vendido diretamente nos postos, e 10,38 bilhões de litros de anidro, misturado à gasolina.

O etanol de milho deverá atingir o recorde de 11,91 bilhões de litros, crescimento de 17%. O Centro-Oeste continua como principal região produtora, enquanto o Nordeste amplia sua participação com a instalação de novas unidades.

O Sudeste deverá colher 451,4 milhões de toneladas de cana, aumento de 5%, seguido pelo Centro-Oeste, com 157 milhões de toneladas e avanço de 4,6%. A produção foi estimada em 55,5 milhões de toneladas no Nordeste, 37,3 milhões no Sul e 4,1 milhões no Norte.

Fonte: Pensar Agro

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