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Percevejos: desafios e curiosidades sobre uma das principais pragas da agricultura brasileira

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Os percevejos, conhecidos por sua presença em todas as regiões produtoras do Brasil, estão entre as pragas mais temidas pelos agricultores. Sua ação nas lavouras de soja, milho e outras culturas pode comprometer até 30% do potencial produtivo, caso não sejam controlados adequadamente. Para lidar com essa ameaça, conhecer suas características e hábitos é essencial. Confira dez curiosidades que ajudam na identificação e manejo dessa praga:

1. Mudança de cor ao longo da vida

Os percevejos da soja mudam de cor à medida que envelhecem. Quando jovens, apresentam coloração mais clara, tornando-se esverdeados ou marrons na fase adulta, o que dificulta sua identificação em meio à vegetação.

2. Desenvolvimento sem fase de pupa

Pertencentes à ordem Hemiptera, os percevejos apresentam desenvolvimento incompleto. Suas ninfas já se assemelham aos adultos, mas sem asas totalmente desenvolvidas.

3. Amantes do calor

A espécie Euschistus heros, ou percevejo-marrom, prospera em temperaturas entre 22°C e 28°C, sendo especialmente comum em regiões mais quentes da América do Sul.

4. Predileção por grãos cheios

Os percevejos atacam diretamente as vagens de soja, perfurando-as para sugar os nutrientes dos grãos em formação. Esse comportamento se intensifica na fase final de desenvolvimento da cultura, quando os grãos estão mais cheios.

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5. Estratégias de esconderijo

Durante o ciclo da soja, os percevejos se escondem estrategicamente para evitar predadores e condições adversas, como variações extremas de temperatura.

6. Ciclo de vida e impacto na produção

Com uma vida média de 116 dias, o percevejo-marrom pode causar perdas significativas. Um único percevejo por metro quadrado é capaz de reduzir a produtividade em até 30 kg/ha.

7. Hibernação parcial entre safras

Após a colheita da soja, os percevejos utilizam outras plantas como hospedeiras, permanecendo em estado de hibernação parcial até o início de uma nova safra, garantindo sua sobrevivência.

8. “Boca de agulha”

Uma característica marcante dos percevejos é sua estrutura bucal em forma de agulha, usada para perfurar e sugar nutrientes das plantas, reduzindo drasticamente a qualidade dos grãos.

9. Danos internos invisíveis

Os prejuízos causados pelos percevejos frequentemente só são detectados na colheita. Eles podem murchar os grãos internamente, comprometendo peso e qualidade, mesmo sem sinais externos evidentes.

10. Infestações simultâneas com lagartas

O aumento das infestações simultâneas de percevejos e lagartas, como as do gênero Spodoptera, tem levado produtores a intensificar o uso de defensivos combinados. Na safra 2023/2024, a área tratada com misturas de inseticidas cresceu 31% em relação à safra anterior.

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Soluções inovadoras para controle integrado

Para combater percevejos e lagartas de forma eficiente, o uso de inseticidas inovadores é essencial. O Premio® Star, da FMC, destaca-se por seu controle simultâneo de mais de 50 alvos biológicos em diferentes culturas, incluindo soja e milho.

Combinando ativos otimizados, como Rynaxypyr® e Bifentrina, o produto oferece alta performance contra insetos mastigadores e sugadores. “Além de eliminar a necessidade de misturas de tanque, o Premio® Star possui amplo espectro, longa duração e alta eficácia, sendo referência no controle de percevejos e lagartas”, afirma Fábio Lemos, gerente de culturas e portfólio da FMC.

Com tecnologia avançada e manejo eficiente, produtores podem proteger suas lavouras e minimizar os impactos dessas pragas, garantindo maior produtividade e qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

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O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

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Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

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Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

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