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Pepinos híbridos oferecem maior produtividade e tolerância a doenças mesmo em épocas de chuva

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Segundo dados do IBGE de 2017, a produção anual brasileira de pepino ultrapassa 200 mil toneladas, sendo os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Amazonas os principais produtores. Com uma ampla aceitação alimentar e comercial, o calendário de produção do pepino no país varia de acordo com a região devido às diferenças climáticas, e, apesar de se adaptar bem em diferentes estações, o verão costuma ser o período com maior produtividade, uma vez que o frio limita o desenvolvimento e reduz o tempo de colheita.

Acompanhando esse cenário e as necessidades dos produtores, a Agristar do Brasil, empresa referência no desenvolvimento e comercialização de sementes de hortaliças e frutas, traz, por meio de sua linha Topseed Premium, os pepinos caipiras Bonanza e Concord, os pepinos para conserva Amir, Guerrero, Kybria e Shakti; os pepinos do tipo japonês Kouki, Murayama, Natsuno Kagayaki e os pepinos verde comprido Aladdin e Robusto. Entre eles se destacam os híbridos Robusto e Kybria, que buscam oferecer, principalmente, mais tolerância, produtividade e qualidade.

“No Paraná, por exemplo, temos o caso da Cantu Alimentos, que em uma das safras de 2022 chegou a 1 milhão de pés de pepinos plantados e pretende dobrar esse número tendo como matéria-prima sementes do Kybria. Já o Robusto foi um dos lançamentos da linha durante a edição deste ano do Open Field Day e também já apresenta bons resultados, não só pelos diferenciais na aparência, sendo um produto atrativo no mercado de consumidores, mas pelo pacote de tolerâncias, tanto a doenças folhares, como ao clima”, explica o Especialista em Cucurbitáceas da Agristar, Rafael Zamboni.

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“O Kybria é uma das referências nacionais no segmento de pepinos indústria (ou conserva), sendo utilizado, sobretudo, nos estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, por conta do seu sistema radicular agressivo, o que oferece maior vigor de planta e uma alta adaptabilidade para diversas regiões do Brasil, seja em épocas mais secas ou quentes”, explica o Especialista em Produtos Indústria, José Humberto de Ávila Junior.

“Ele também possui alta produtividade, com potencial de frutificação elevado na haste principal, frutos com boa quantidade de espinho, de coloração verde médio, crocante e com ótima relação C x L (3:1)”, complementa o especialista.

Robusto

Quando o assunto são benefícios ao produtor de pepino, o híbrido Robusto também é destaque. Cultivado e comercializado em diferentes regiões, o produto possui maior tolerância a doenças, frutos padronizados, coloração verde-escuro e sementes miúdas, o que garante um material mais crocante e atrativo ao consumidor.

O Assistente Técnico de Vendas da Agristar no Distrito Federal, Gildo Dias, compartilha que a cultivar já está sendo plantada em todos os núcleos rurais da região. “Um ponto muito notado, foi não somente a maior tolerância, como a maior produtividade obtida, especialmente em épocas de chuva, que geralmente propiciam mais doenças folhares. Um grande diferencial que gera impactos positivos aos produtores”.

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André Izidoro de Souza, produtor no núcleo rural Café Sem Troco, na região de Paranoá (DF), sente os benefícios do híbrido da Topseed Premium em seu dia a dia. “Produzo o Robusto há um ano e é uma opção que se destaca com a coloração verde-escura atrativa e boa produtividade. Outro fator é a economia que acaba gerando, primeiro em fungicida, já que tem mais tolerância e, em um ciclo inteiro, faço somente duas ou três aplicações, e segundo em adubo, porque ele produz bem sem a necessidade de grandes quantidades”.

No Ceará, na região da Serra da Ibiapaba (CE), o produtor José Demétrio também reforça a qualidade da cultivar. “Comparado a outros materiais, o Robusto saiu e muito na frente. Ele se manteve em uma produção por três semanas, enquanto outros concorrentes não. Então decidi plantar em torno de 5 a 6 mil pés e os resultados foram excelentes. Cheguei a colher após 38 dias de transplante e com uma produtividade sempre acima de 150 caixas a cada mil pés, além de um excelente padrão até a última colheita. Estou muito satisfeito e com certeza continuarei indicando a outros produtores”, finaliza.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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