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Pedidos de Recuperação Judicial no agro crescem quase 32% no segundo trimestre de 2025, aponta Serasa Experian

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O setor agropecuário brasileiro registrou 565 solicitações de Recuperação Judicial (RJ) no segundo trimestre de 2025, um aumento de 31,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 429 pedidos, segundo o indicador de Recuperação Judicial Agro da Serasa Experian. Os números incluem produtores rurais (pessoas físicas e jurídicas) e empresas ligadas ao agronegócio.

Produtores PJ lideram pedidos de Recuperação Judicial

Uma das surpresas do período foi a predominância de produtores que atuam como Pessoa Jurídica (PJ), que registraram 243 pedidos, superando pela primeira vez os produtores Pessoa Física. Marcelo Pimenta, head de Agronegócio da Serasa Experian, comenta:

“É a primeira vez desde o último trimestre de 2023 que as RJs de Produtores PJ superam as de PF. Ainda estamos avaliando se houve represamento de pedidos ou mudança no perfil dos produtores.”

Entre os produtores PJ, a soja lidera com 192 solicitações, seguida da criação de bovinos, com 26 pedidos.

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Produtores PF: crescimento moderado nos pedidos

Os produtores Pessoa Física registraram 220 solicitações de Recuperação Judicial no segundo trimestre de 2025, ligeiramente acima dos 214 pedidos do mesmo período de 2024. Entre os diferentes portes de propriedades:

  • Grandes proprietários: 55 pedidos
  • Médios: 43 pedidos
  • Pequenos: 39 pedidos
  • Arrendatários e grupos familiares ou econômicos sem propriedade: 83 pedidos
Empresas do agro também apresentam aumento nas solicitações

As empresas ligadas ao agronegócio registraram 102 pedidos de Recuperação Judicial, um aumento em relação aos 94 pedidos do segundo trimestre de 2024. Os segmentos mais afetados foram:

  • Processamento de agroderivados (óleo, farelo de soja, açúcar, etanol, laticínios): 32 pedidos
  • Agroindústria de transformação primária (madeira, couro, beneficiamento de grãos): 22 pedidos
  • Comércio atacadista de produtos agropecuários primários: 18 pedidos

Estados como Goiás e Mato Grosso apresentaram maior concentração de solicitações dentro da cadeia agropecuária.

Uso de tecnologia antecipa riscos financeiros

O Agro Score, ferramenta da Serasa Experian, permite identificar meses antes produtores com maior propensão à inadimplência. A análise de dados demonstra que produtores que ingressaram com RJ apresentavam pontuação média inferior ao de produtores saudáveis três anos antes da solicitação.

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Segundo Marcelo Pimenta:

“O uso de modelos preditivos permite que credores tomem decisões mais seguras, evitando financiamentos a agentes em fragilidade econômica, reduzindo riscos e promovendo equilíbrio financeiro no setor.”

O indicador reforça a importância de análises detalhadas de crédito para minimizar impactos financeiros e fortalecer a saúde econômica do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano de Transformação Ecológica mobiliza mais de R$ 500 bilhões para impulsionar financiamento sustentável no Brasil

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O Plano de Transformação Ecológica (PTE) já mobilizou mais de R$ 500 bilhões em financiamento sustentável desde seu lançamento, em 2023, consolidando-se como uma das principais estratégias do governo federal para ampliar investimentos em projetos de baixo carbono, inovação tecnológica e infraestrutura sustentável no Brasil.

O balanço mais recente, divulgado pelo Ministério da Fazenda, mostra que o programa conseguiu expandir o acesso a recursos públicos e atrair capital privado para financiar iniciativas voltadas à transição energética, indústria verde, logística sustentável, preservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo a pasta, a meta é criar um ambiente econômico capaz de estimular investimentos de longo prazo, fortalecer a competitividade do país e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono.

Recursos públicos fortalecem financiamento da economia verde

Entre os principais resultados do programa está a ampliação das fontes públicas de financiamento sustentável.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o governo captou US$ 5,5 bilhões por meio da emissão de títulos verdes (green bonds), instrumentos financeiros destinados exclusivamente ao financiamento de projetos com benefícios ambientais e sociais.

Os recursos foram direcionados ao Fundo Clima, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por apoiar projetos de mitigação dos impactos climáticos e adaptação às mudanças do clima.

Desde 2020, o volume de recursos disponíveis no Fundo Clima aumentou mais de 300 vezes, alcançando atualmente cerca de R$ 27 bilhões destinados ao financiamento de iniciativas como:

  • Transição energética;
  • Indústria de baixo carbono;
  • Desenvolvimento sustentável;
  • Preservação de florestas;
  • Gestão de recursos hídricos;
  • Máquinas e equipamentos sustentáveis;
  • Mobilidade e logística verde.
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Ciência e inovação recebem reforço de investimentos

Outro destaque do Plano de Transformação Ecológica foi o fortalecimento dos fundos voltados à ciência, tecnologia e inovação.

Após a descontingenciação dos recursos, os programas passaram a financiar projetos de elevado risco tecnológico e inovação, especialmente aqueles que ainda não alcançaram escala comercial.

Segundo o levantamento, os empenhos destinados a essas iniciativas chegaram a R$ 30,7 bilhões em 2025, ampliando o apoio ao desenvolvimento de tecnologias estratégicas para a economia verde.

Além disso, recursos provenientes de fundos climáticos internacionais também passaram a ser disponibilizados para estados e municípios, permitindo investimentos em infraestrutura resiliente e adaptação climática.

Capital privado ganha protagonismo com o Eco Invest

No eixo voltado à participação da iniciativa privada, o programa destaca os resultados do Eco Invest, mecanismo criado para ampliar a participação de investidores nacionais e internacionais em projetos sustentáveis.

Utilizando recursos públicos como capital catalisador, a iniciativa conseguiu mobilizar aproximadamente R$ 140 bilhões em investimentos privados.

O modelo busca reduzir o custo do crédito e minimizar os riscos associados à volatilidade cambial, aumentando a atratividade de grandes projetos estruturantes.

Até o momento, quatro leilões foram realizados dentro do programa, permitindo o avanço de empreendimentos voltados à transição ecológica.

Plataforma conecta investidores a projetos sustentáveis

Outra iniciativa implementada pelo governo foi a criação da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP), destinada a aproximar investidores de projetos com potencial de financiamento.

Segundo o Ministério da Fazenda, a plataforma reúne atualmente 22 projetos em diferentes áreas da economia verde, com previsão de captar mais de US$ 26 bilhões em investimentos.

O objetivo é ampliar a visibilidade dos projetos brasileiros junto ao mercado financeiro internacional e facilitar a estruturação de operações sustentáveis.

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Debêntures incentivadas ampliam financiamento empresarial

O setor privado também intensificou a emissão de debêntures incentivadas, títulos utilizados por empresas para captar recursos destinados a projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Entre 2023 e 2026, as emissões somaram aproximadamente R$ 396 bilhões, reforçando o papel do mercado de capitais no financiamento da transição ecológica brasileira.

Marco regulatório busca ampliar segurança para investidores

Além da mobilização financeira, o Plano de Transformação Ecológica avançou na construção de um ambiente regulatório voltado à segurança jurídica e previsibilidade dos investimentos.

Entre as principais medidas estão a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e o desenvolvimento da Taxonomia Sustentável Brasileira, que estabelece critérios para identificar atividades, ativos e projetos ambiental e socialmente sustentáveis.

Também integram o conjunto de medidas estruturantes o Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão, a Lei do Combustível do Futuro e a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, consideradas fundamentais para ampliar a competitividade do Brasil na economia de baixo carbono.

Economia sustentável deve ampliar investimentos nos próximos anos

Com a combinação entre financiamento público, capital privado e modernização do ambiente regulatório, o Plano de Transformação Ecológica busca consolidar o Brasil como um dos principais destinos para investimentos sustentáveis.

A expectativa do governo é que a ampliação dos mecanismos financeiros e das políticas voltadas à economia verde continue impulsionando projetos de infraestrutura, inovação, energia limpa e desenvolvimento sustentável, fortalecendo a competitividade do país e criando novas oportunidades para diversos setores produtivos, incluindo o agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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