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Capacitação contínua impulsiona a eficiência das fábricas de ração no Brasil

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Apesar do avanço tecnológico no setor de nutrição animal, as fábricas de ração no Brasil ainda enfrentam desafios significativos para otimizar processos e atender aos rigorosos padrões de qualidade exigidos pelo mercado e pela regulamentação. Nesse cenário, a capacitação técnica surge como um fator estratégico, com iniciativas como o programa “Fábrica em Foco”, desenvolvido pela Kemin, destacando-se por oferecer suporte contínuo e personalizado às indústrias do setor.

O programa busca aprimorar as boas práticas de fabricação (BPF) e a eficiência operacional, promovendo treinamentos adaptados às necessidades específicas de cada cliente. Segundo Pamela Marquesin, Gerente de Serviços Técnicos da Kemin, a proximidade com os clientes é um dos pilares dessa abordagem. “Nosso foco é entender profundamente os desafios de cada fábrica e adaptar as capacitações para resolver questões críticas de forma prática”, explica.

A demanda por conhecimentos específicos, como controle de matérias-primas, prevenção de contaminações microbiológicas e aprimoramento de procedimentos de limpeza, tem crescido, especialmente devido às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e auditorias.

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Treinamento adaptado e acesso ampliado

O “Fábrica em Foco” oferece treinamentos tanto presenciais quanto online, atendendo a fábricas com diferentes perfis operacionais. Para equipes reduzidas ou operações com múltiplas unidades, o formato remoto, que utiliza plataformas como Zoom e Teams, tem sido uma solução prática e econômica. “Os treinamentos online permitem alcançar mais fábricas, reduzindo custos e promovendo melhorias constantes nos processos produtivos”, observa Pamela.

Além das capacitações, a Kemin mantém os clientes informados por meio de boletins mensais, que incluem dados de mercado e práticas recomendadas. Esses materiais estão disponíveis para todas as fábricas interessadas, ampliando o alcance das informações e incentivando a adoção de melhores práticas em todo o setor.

Impacto e inovação

Outro diferencial do programa é a integração das tendências e inovações do setor, com a equipe da Kemin participando de congressos e simpósios para trazer conhecimentos atualizados. Essa troca de experiências permite que conceitos como o 5S e padrões avançados de controle de qualidade sejam aplicados de maneira prática nas fábricas, gerando resultados significativos.

“O impacto dos treinamentos não ocorre de imediato, mas é transformador. Já acompanhamos casos de clientes que revisaram completamente seus processos meses após a capacitação, obtendo melhorias expressivas nos resultados operacionais”, afirma Pamela.

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Além disso, auditorias internas realizadas como parte do programa são vistas como oportunidades para reforçar o aprendizado e alinhar as operações às melhores práticas do mercado, consolidando o conhecimento adquirido.

Superando desafios e elevando padrões

Com um setor em constante transformação, iniciativas como o “Fábrica em Foco” reafirmam a importância do suporte técnico e da capacitação contínua para que as fábricas de ração superem desafios e mantenham padrões operacionais de excelência. Ao combinar inovação, treinamento personalizado e atualização constante, o programa contribui para a competitividade e conformidade das indústrias no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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