AGRONEGÓCIO

Pecuaristas Estratégicos Limitam Queda nos Preços da Arroba do Boi

Publicado em

Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos buscaram adquirir animais por preços mais baixos, aproveitando suas escalas de abate confortáveis, que estão fechadas para os próximos dez dias úteis, em média.

Cadência dos Pecuaristas

Por outro lado, a boa condição das pastagens permitiu aos pecuaristas controlar o ritmo das negociações, mantendo os animais por mais tempo no campo. Isso tem evitado uma queda ainda mais significativa nos preços da arroba.

Perspectivas Futuras

Iglesias prevê uma pressão maior de oferta de gado ao longo do segundo trimestre de 2024, com a possibilidade de piora nas condições das pastagens, o que pode influenciar as cotações.

Cotações nas Principais Praças
  • São Paulo (Capital): R$ 225,00 a arroba, mantendo-se estável em relação à semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 215,00 a arroba, sem alterações em comparação com a última semana.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 220,00 a arroba, sem mudanças ante a semana passada.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 220,00 a arroba, mantendo-se estável na comparação com a semana anterior.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 211,00 a arroba, registrando uma leve baixa de 0,47%.
Leia Também:  Lançamento do Núcleo de Inteligência para o Fortalecimento da Cafeicultura Brasileira
Mercado Atacadista e Exportações

O mercado atacadista apresentou preços acomodados, com destaque para a competitividade da carne de frango. Quanto às exportações de carne bovina, houve um aumento significativo em relação ao ano anterior, tanto em valor quanto em quantidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

Leia Também:  Pecuaristas de Corte de São Paulo Conhecem Inovações na Central ABS, em Uberaba

No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

Leia Também:  ANP aponta nova queda nos preços de gasolina, etanol e diesel nos postos
Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA