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Pecuaristas de Paula Cândido Economizam 20% com Compra Coletiva de Insumos

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Na terça-feira (3/12), 20 pecuaristas de Paula Cândido receberam a entrega de 32 toneladas de caroço de algodão, adquiridas por meio de uma compra coletiva. A iniciativa gerou uma economia de 20% no preço de cada saco do insumo, beneficiando os produtores locais e promovendo o acesso a um produto fundamental para a atividade leiteira.

Este foi o terceiro lote de compras realizadas no município, por meio do programa Compras Estratégicas, do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), com a articulação do Sindicato dos Produtores Rurais de Paula Cândido. A primeira entrega ocorreu em outubro, e a segunda no dia 30 de novembro, com 37 toneladas de farelo de soja entregues a 21 produtores.

Benefícios do Caroço de Algodão e Acesso a Insumos de Qualidade

Além da economia gerada, a compra coletiva possibilitou o acesso ao caroço de algodão, um insumo de grande valor nutricional para a alimentação de animais, mas que não é comumente encontrado na região devido ao seu uso limitado entre os pecuaristas. O veterinário e analista regional em Viçosa, Jeferson Bello, destacou as vantagens do produto, que é rico em fibras e pode substituir parcialmente a ração com custo reduzido, além de melhorar a produção de leite.

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Igor Teixeira, que adquiriu cinco sacas do insumo, usará o caroço de algodão pela primeira vez e se motivou principalmente pela economia proporcionada pela compra coletiva. Claudinei Queiroz, outro participante da iniciativa, afirmou que, após superar a desconfiança inicial, ficou satisfeito com o programa, que oferece custos muito mais acessíveis.

Guilherme Duarte, também participante da compra coletiva, ressaltou a importância da iniciativa para o fortalecimento do cooperativismo. “Esse movimento demonstra que os produtores não precisam ser competidores, mas sim aliados uns dos outros”, afirmou.

A Força da União e o Sucesso das Compras Coletivas

Bruno Rocha, gerente do Inaes, enfatizou o sucesso da iniciativa ao destacar a relevância do programa Compras Estratégicas para a redução de custos, o acesso a insumos de qualidade e o fortalecimento da pecuária local. “Essa entrega reforça o poder da união dos produtores rurais e a importância do Sindicato como aliado estratégico”, declarou.

Vivian Silva, agente de desenvolvimento rural do Sindicato dos Produtores Rurais, observou que a economia gerada para os produtores tem sido significativa e é a principal conquista do programa. Ela destacou que a aceitação da novidade tem sido crescente entre os pecuaristas, que reconhecem a importância do Sindicato no processo.

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Vinícius Gomides, CEO da Bioma Investimentos, empresa parceira do Inaes no programa, acompanhou a entrega e afirmou que a iniciativa representa um passo importante para tornar a pecuária mineira mais competitiva e proporcionar maior rentabilidade aos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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