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Índice CEAGESP Aponta Variação de 3,25% em Novembro

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O Índice CEAGESP, principal referência de preços de alimentos frescos no mercado atacadista, apresentou variação de 3,25% em novembro, marcando uma desaceleração frente à alta de 4,96% registrada no mês anterior. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a variação foi superior à de 1,59%. Com esse resultado, o índice acumulou alta de 5,70% no ano e de 11,08% nos últimos 12 meses.

Destaque para o Setor de Legumes

Após dois meses consecutivos de elevação, o setor de Legumes foi o único a registrar variação negativa em novembro, com uma redução significativa de 9,61%. Esse recuo foi impulsionado principalmente pela queda nos preços de produtos como pepino caipira (-59,80%), pepino comum (-52,47%), vagem macarrão (-33,43%) e chuchu (-29,12%). Em contrapartida, itens como maxixe (+38,29%) e abobrinha italiana (+33,99%) apresentaram alta.

A ampliação das áreas plantadas e a melhoria no controle de pragas foram os principais fatores para o aumento da oferta de tomates e pepinos, contribuindo para a redução de seus preços. No caso dos tomates, as variedades Pizzad’oro e Carmem encerraram o mês a R$ 2,85/kg e R$ 2,95/kg, respectivamente.

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Frutas em Alta

O setor de Frutas teve uma variação de 5,26%, acumulando alta de 17,50% no ano e 20,67% nos últimos 12 meses. Produtos como abacate Breda (+61,43%) e mamão Formosa (+51,60%) lideraram as elevações. A oferta restrita do abacate, provocada por fatores climáticos e pelo ciclo bienal de produção, resultou na maior cotação já registrada: R$ 18,85/kg no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP).

Enquanto isso, produtos como manga Palmer (-19,58%) e melão amarelo (-15,64%) registraram as maiores reduções.

Verduras e o Impacto das Chuvas

O setor de Verduras teve alta de 25,56%, com destaque para as elevações nos preços de alface crespa (+154,66%) e alface lisa (+115,91%). As chuvas no Cinturão Verde Paulista comprometeram a qualidade da produção, elevando os preços. A alface crespa foi comercializada a R$ 1,96/unidade no período.

Pescados e Diversos

O setor de Pescados apresentou estabilidade, com variação de 0,03%. A sardinha Lages (+47,33%) e a cavalinha (+20,00%) lideraram as altas, pressionadas pelo defeso e pela proximidade das festas de fim de ano. Já o setor de Diversos teve alta de 3,56%, com destaque para a batata lavada (+11,93%), cuja safra foi prejudicada pelas chuvas, encerrando o mês a R$ 5,40/kg.

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Sobre o Índice CEAGESP

Criado em 2009, o Índice CEAGESP é referência nacional para o acompanhamento de preços no atacado. Ele monitora 158 itens distribuídos entre Frutas, Legumes, Verduras, Pescados e Diversos, ponderados por sua relevância no mercado. A divulgação mensal do índice é uma ferramenta essencial para produtores, comerciantes e consumidores acompanharem as tendências do mercado de alimentos frescos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do feijão desaceleram após forte alta em maio; compradores reduzem ritmo de negócios

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O mercado brasileiro de feijão encerrou maio com sinais de acomodação após um período de fortes valorizações. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a última semana do mês foi marcada pela redução do interesse comprador, movimento que contribuiu para desacelerar os negócios e pressionar parte das cotações.

A retração da demanda ocorreu após sucessivas altas registradas ao longo de maio, período em que os preços do feijão atingiram níveis recordes em diversas regiões produtoras. O cenário refletiu uma postura mais cautelosa dos agentes do mercado, especialmente diante da recomposição da oferta em algumas praças.

Feijão carioca sente maior pressão com avanço da oferta

De acordo com pesquisadores do Cepea, a entrada de novos lotes comerciais provenientes do Paraná aumentou a disponibilidade de produto no mercado, impactando principalmente o segmento do feijão carioca.

Com maior oferta disponível, compradores reduziram a urgência nas aquisições, adotando uma postura mais seletiva nas negociações. Esse comportamento limitou novos avanços nos preços e gerou pressão sobre as cotações da variedade, que vinha acumulando ganhos expressivos ao longo dos últimos meses.

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A expectativa dos agentes é de que a evolução da oferta nas próximas semanas continue sendo um fator determinante para o comportamento do mercado.

Feijão preto mantém firmeza e sustenta valorização

Diferentemente do observado no mercado do feijão carioca, o feijão preto apresentou maior resistência à pressão vendedora e manteve sustentação nos preços.

A menor disponibilidade do produto e a continuidade da demanda em determinados mercados contribuíram para preservar o movimento de valorização registrado ao longo de maio.

Segundo o Cepea, o feijão preto intensificou sua trajetória de alta durante o mês, consolidando um dos melhores desempenhos recentes entre as principais categorias comercializadas no país.

Maio registra recordes históricos para o mercado de feijão

Os dados do Cepea/CNA mostram que maio foi um mês de forte valorização para o setor. As cotações do feijão carioca renovaram recordes nas médias mensais, enquanto o feijão preto registrou uma das mais intensas altas da série histórica.

De acordo com o levantamento, ambas as variedades apresentaram as maiores variações mensais desde o início da série de acompanhamento, em setembro de 2024.

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O resultado reflete um período marcado por oferta mais ajustada, demanda aquecida e menor disponibilidade de produto de qualidade superior em importantes regiões produtoras.

Perspectivas para o mercado

Para as próximas semanas, o mercado deverá acompanhar atentamente a evolução da oferta nas principais regiões produtoras e o comportamento dos compradores após o forte ciclo de valorização observado em maio.

A entrada de novos volumes no mercado poderá influenciar principalmente o feijão carioca, enquanto o feijão preto tende a continuar sustentado caso a disponibilidade permaneça limitada.

Apesar da desaceleração dos negócios no encerramento do mês, os fundamentos de mercado ainda indicam preços em patamares historicamente elevados, mantendo a atenção de produtores, atacadistas e varejistas em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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