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Pecuaristas de Corte de São Paulo Conhecem Inovações na Central ABS, em Uberaba

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Recentemente, cerca de 20 pecuaristas de gado de corte do estado de São Paulo visitaram a Central ABS e o Rancho da Matinha, localizados em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O objetivo da visita foi explorar as novidades no mercado de genética bovina, com foco em aprimorar o conhecimento e as práticas de melhoramento genético.

A visita, organizada pelo representante comercial da ABS em São José do Rio Preto (SP), Moacir Rossi, é um evento anual que permite aos produtores conhecer de perto as inovações na área. “É sempre gratificante ver a satisfação dos clientes ao interagirem diretamente com os touros. A evolução da genética da ABS é notável a cada ano, e nossa bateria de touros atende a todos os perfis de criadores”, destacou Rossi.

Durante a visita, os produtores tiveram a oportunidade de conhecer quase 40 touros Nelore, incluindo reprodutores jovens e alguns já consagrados. Lucas Antônio, Assistente Técnico Corte da ABS, explicou: “Mostramos uma ampla variabilidade genética, oferecendo opções para diferentes rebanhos e promovendo melhorias significativas nas propriedades”.

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Pedro José de Lima, um dos participantes recorrentes do tour, expressou sua satisfação: “Cada visita nos traz mais conhecimento sobre a criação do gado Nelore. A oportunidade de conversar com a equipe experiente e ver os animais de perto é extremamente enriquecedora, já que normalmente só temos acesso às informações pelos catálogos.”

O produtor Élcio Sanchez também destacou a importância da visita: “A equipe da ABS é inspiradora e transmite confiança. A visita proporciona uma experiência única, permitindo interação com a equipe técnica e outros criadores, além de uma visão direta da qualidade dos touros.”

A visita à Central ABS reforça o compromisso da empresa com o avanço contínuo na genética bovina e a satisfação dos pecuaristas, proporcionando uma plataforma para aprendizado e troca de experiências no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da cota chinesa: produtores e governo agora correm para resolver

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O fim da cota de exportação de carne bovina para a China, atingida em menos de sete meses, colocou o setor pecuarista brasileiro em polvorosa. Com a incidência automática de uma sobretaxa de 55% sobre as novas vendas para o país asiático — que se soma aos 12% da tarifa padrão —, a logística de exportação e a dinâmica de preços no mercado interno enfrentam um reajuste forçado e fez produtores e o governo correr atrás de soluções para escoar a produção.

O setor agora trabalha em duas frentes: a gestão operacional das plantas frigoríficas e a intensificação da diplomacia comercial para evitar que o excedente de produção comprima as margens de lucro dos pecuaristas e dos processadores.

A pergunta sobre como o setor permitiu chegar a essa situação encontra resposta na própria estrutura da estratégia de mercado adotada nos últimos anos. Especialistas em comércio internacional ponderam que houve uma acomodação estratégica diante da demanda avassaladora da China, que, em anos anteriores, absorveu volumes recordes da proteína brasileira.

A China, dentro de sua política de segurança alimentar, tem buscado, de forma crescente, proteger a sua própria produção interna e diversificar seus fornecedores para não depender exclusivamente de um único parceiro. O limite de 1,1 milhão de toneladas livre de tarifas não é uma novidade imprevista, mas sim um componente contratual que sinaliza o fim do ciclo de expansão ilimitada das vendas para Pequim. O setor, na prática, subestimou a velocidade com que essa cota seria atingida, priorizando o escoamento rápido para o mercado chinês em detrimento de uma pulverização mais robusta de parceiros comerciais.

Diante do novo panorama, as ações têm sido imediatas para evitar um colapso nos preços internos por excesso de oferta:

  • Gestão de Estoque e Produção: Muitas plantas frigoríficas especializadas no mercado chinês já iniciaram planos de contenção, que incluem férias coletivas e a redução cadenciada dos abates. A estratégia é ajustar a oferta à nova realidade da demanda externa, evitando a desvalorização excessiva do produto no mercado doméstico.

  • Busca por Novos Mercados: Exportadores têm direcionado esforços para mercados secundários, como Vietnã, Indonésia e países da América Latina, além de tentar ampliar a presença nos Estados Unidos. Contudo, fontes do setor admitem com realismo que não há, no cenário global atual, outro cliente com o volume e o apetite de Pequim capaz de absorver o excedente imediato.

  • Articulação Governamental: O governo, por meio de seus órgãos de promoção comercial e diplomacia, mantém negociações ativas. O objetivo é discutir a revisão dos termos dessa cota ou buscar acordos de longo prazo que flexibilizem as tarifas para países parceiros, embora reconheça-se que as negociações com a China seguem ritos próprios e complexos.

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O reflexo dessa mudança já é sentido pelo produtor. Após a arroba do boi gordo atingir um pico histórico recente — saindo de um patamar que equivalia a aproximadamente R$ 404,00 para um recuo recente para a casa dos R$ 350,00 (considerando a conversão da cotação de mercado para a moeda nacional) —, o mercado interno dá sinais de volatilidade.

A tendência, segundo analistas de mercado, é que o consumidor brasileiro encontre preços momentaneamente mais acessíveis no varejo, uma vez que a carne que deveria ter sido exportada precisará ser escoada internamente. Contudo, essa “folga” nos preços do açougue é acompanhada de preocupação: se o custo de produção do boi gordo se mantiver elevado e o mercado externo não for recomposto, a sustentabilidade da atividade pecuária pode ser desafiada nos próximos trimestres.

A situação atual serve como um alerta para a necessidade de diversificação das exportações brasileiras. A dependência de um único destino, por maior que seja o volume, revelou-se um risco sistêmico. O momento, portanto, é de transição: de um modelo focado no volume para um mercado chinês, para um modelo que privilegia a pulverização geográfica e a eficiência logística, elementos que serão cruciais para a resiliência do agronegócio nacional até 2028, quando os limites impostos pela China deverão ser reavaliados.

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TAMANHO – O setor sustenta-se sobre o maior rebanho comercial do mundo, com cerca de 235 milhões de cabeças e um volume anual de abate que supera 45 milhões de animais, garantindo ao Brasil a liderança absoluta nas exportações globais.

A estrutura é dividida entre o mercado externo, que absorve aproximadamente 30% da produção, e o consumo interno, que consome as outras 8 milhões de toneladas anuais. A relevância para a balança comercial é direta: no primeiro semestre de 2026, as vendas externas geraram o equivalente a R$ 54 bilhões, valor que impulsiona o saldo do agronegócio nacional.

Esse cenário revela que a concentração de quase metade das exportações em um único destino não é apenas um dado comercial, mas uma dependência sistêmica que, ao sofrer restrições como a atual, desestabiliza o equilíbrio de preços da arroba no campo e a oferta nos pontos de venda em todo o território nacional.

Fonte: Pensar Agro

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