AGRONEGÓCIO

Pecuária de Corte no Brasil: Desafios da produtividade e uso de suplementos em propriedades de gado

Publicado em

O Brasil é reconhecido por sua proeminência no setor de carne bovina, graças ao vasto espaço para criação de gado em pastagens cultivadas. O país conta com cerca de 177 milhões de hectares destinados à pecuária, mas enfrenta desafios significativos para manter sua posição de destaque no cenário mundial. Uma das preocupações é a degradação das pastagens, com cerca de 60% das áreas apresentando algum nível de deterioração, segundo um estudo recente realizado por Bolfe et al. (2024) baseado em dados do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG).

Essa degradação das pastagens é uma consequência de diversos fatores, incluindo a sazonalidade das chuvas, o uso excessivo do solo e a falta de práticas de manejo sustentável. Esses problemas impactam diretamente a produtividade e a qualidade do rebanho, reduzindo a eficiência da pecuária de corte.

Para enfrentar esses desafios, muitos pecuaristas têm recorrido ao uso de suplementos nutricionais em suas propriedades. Suplementos, como minerais e ração balanceada, têm se mostrado eficazes para melhorar a saúde e a produtividade do gado, compensando a baixa qualidade das pastagens degradadas. O uso correto desses suplementos pode ajudar a manter um crescimento estável do rebanho, melhorar a taxa de ganho de peso dos animais e aumentar a eficiência na produção de carne.

Leia Também:  Mercado do trigo segue volátil nos EUA e no Sul do Brasil com influência do clima e da demanda

Além disso, para reverter a degradação das pastagens, são necessárias práticas agrícolas mais sustentáveis, como a rotação de áreas de pastoreio, o plantio de espécies forrageiras de alta qualidade e o uso controlado de fertilizantes. Essas estratégias, combinadas com a suplementação adequada, podem ajudar a restaurar a saúde das pastagens e a sustentabilidade a longo prazo da pecuária de corte no Brasil.

O Brasil, como um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, tem o potencial para continuar liderando esse setor. No entanto, para manter essa posição, os pecuaristas e gestores agrícolas precisam investir em soluções inovadoras e sustentáveis para garantir a produtividade, preservando a integridade das pastagens e o bem-estar do gado. O caminho para uma pecuária mais sustentável está no equilíbrio entre produtividade, uso de suplementos e práticas de manejo responsáveis.

Veja o estudo completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

Published

on

As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

Leia Também:  Exportação de soja do Brasil em Feb/24 apresenta leve redução, indica Anec
Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

Leia Também:  Agronegócio tem oportunidades, mas não é simples aproveitá-las
Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA