AGRONEGÓCIO

Patrimônio dos Fiagros Registra Crescimento de 90,5% em 12 Meses

Publicado em

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) divulgou dados que destacam o expressivo crescimento dos Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais). Em novembro, esses fundos registraram uma captação líquida de R$ 23,3 milhões, consolidando dez meses consecutivos de expansão em 2024. No acumulado do ano, o setor agroindustrial recebeu aportes que totalizam R$ 1,2 bilhão.

Entre as categorias de Fiagros, os Fiagros-FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) lideraram as captações, somando R$ 29,3 milhões. Os Fiagros-FIP (Fundos de Investimento em Participações) captaram R$ 1,8 milhão, enquanto os Fiagros-FII (Fundos Imobiliários) registraram resgates líquidos de R$ 7,9 milhões no período.

Crescimento nas Emissões e Participação de Investidores Individuais

Em relação às emissões, o montante atingiu R$ 317,2 milhões em novembro, resultado de cinco ofertas. Destas, três foram de Fiagros-FII, responsáveis por R$ 217,9 milhões, e duas de Fiagros-FIDC, que arrecadaram R$ 99,3 milhões. Investidores individuais responderam por 35,3% das subscrições, seguidos por intermediários e outros participantes do mercado, com 32,6%.

Leia Também:  Safra de soja 2024/2025 na Bahia deve alcançar produção histórica
Patrimônio Líquido e Consolidação do Setor

O patrimônio líquido dos Fiagros alcançou R$ 40,5 bilhões em novembro, representando um notável crescimento de 90,5% nos últimos 12 meses. A maior parcela desse patrimônio está concentrada nos Fiagros-FII, com R$ 17,95 bilhões, seguidos pelos Fiagros-FIP, com R$ 17,04 bilhões, e pelos Fiagros-FIDC, com R$ 5,49 bilhões.

Atualmente, o setor conta com 117 classes de investimento. Desde outubro, a contabilidade dos Fiagros passou a ser feita por classe, em conformidade com a Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), reforçando a transparência e organização do mercado.

Com esses resultados, os Fiagros seguem consolidando sua posição como instrumentos relevantes para a captação de recursos no agronegócio brasileiro, contribuindo para o fortalecimento econômico do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

Leia Também:  Nikkei avança quase 2% com confirmação de Ishiba como novo primeiro-ministro do Japão

No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

Leia Também:  Goiás reforça combate à brucelose bovina com vacinação assistida e identificação eletrônica de bezerras
Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA